ELEIÇÕES 2026 | SEGUNDO TURNO

Valdemar diz que Bolsonaro terá influência em eventual governo de Flávio

Presidente do PL afirma que ex-presidente não ocuparia ministério, mas participaria das discussões, daria opiniões e poderia influenciar escolhas em uma eventual administração do filho

Por Redação VL Publicado em há 7 horas

Jair Bolsonaro deverá participar das decisões de um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), caso o senador vença o segundo turno da eleição presidencial. A afirmação foi feita nesta segunda-feira (5) pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

Foto: Natanael Alves/PL/Divulgação

Em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, Valdemar descartou a possibilidade de Bolsonaro assumir formalmente um ministério, mas deixou claro que espera uma presença política do ex-presidente na administração.

“Bolsonaro vai participar muito dessa administração. Não tenho dúvida disso. Ele vai dar opinião”, afirmou. Questionado diretamente sobre a possibilidade de ocupar um cargo no primeiro escalão, respondeu: “Não, não vai ser ministro, mas vai dar opinião”.

A declaração coloca desde já no debate do segundo turno qual seria o papel de Jair Bolsonaro caso o filho chegue ao Palácio do Planalto. Segundo Valdemar, a participação ocorreria sem um cargo formal no governo.

O assunto surgiu durante questionamento do jornalista Otávio Guedes sobre a relação de uma eventual administração de Flávio Bolsonaro com o Supremo Tribunal Federal (STF). Setores do PL defendem pedidos de impeachment de ministros da Corte, enquanto também está em discussão entre aliados a possibilidade de anistia ou indulto envolvendo Jair Bolsonaro.

Valdemar procurou afastar a perspectiva de uma escalada de conflitos entre os Poderes. Sobre eventuais processos de impeachment contra ministros do Supremo, afirmou que a decisão caberia aos senadores.

A manifestação ocorre no primeiro dia após o primeiro turno e enquanto as campanhas começam a reorganizar suas estratégias para a etapa decisiva da eleição presidencial. Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputarão o segundo turno.

Por enquanto, portanto, a participação de Jair Bolsonaro em uma eventual administração do filho é uma possibilidade apresentada pelo presidente do PL, e não a definição de um cargo ou de uma estrutura formal de governo. O resultado da eleição ainda depende do segundo turno.