Ultimato dos EUA ao Irã eleva risco de conflito sem precedentes

Prazo para reabertura do Estreito de Ormuz termina nesta terça, sob ameaças duras de Trump e resistência iraniana.

Por Redação Publicado em há 4 horas

O tom subiu — e o mundo prende a respiração. Nesta terça-feira (7), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer um alerta duro e direto ao Irã: ou o Estreito de Ormuz é reaberto até as 21h (horário de Brasília), ou o cenário pode escalar para consequências devastadoras e sem precedentes.

Em uma mensagem carregada de tensão, Trump afirmou que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, deixando claro que o prazo representa muito mais do que uma exigência diplomática — é um ponto crítico que pode redefinir os rumos de um dos conflitos mais sensíveis do cenário global.

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Apesar do tom alarmante, o presidente norte-americano também sinalizou que ainda há espaço para mudança. Ele mencionou a possibilidade de um novo momento para o Irã, caso lideranças “menos radicalizadas” assumam o protagonismo, sugerindo que decisões tomadas agora podem abrir caminho para um futuro completamente diferente.

Do outro lado, porém, o Irã demonstra resistência. O presidente Masoud Pezeshkian declarou que "milhões de iranianos estão prontos para se sacrificar pelo país", reforçando que Teerã não pretende ceder facilmente à pressão internacional.

No centro dessa crise está o Estreito de Ormuz — uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta, por onde passa grande parte do petróleo mundial. Fechado desde o início do conflito com Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro, o local se tornou símbolo de uma disputa que pode impactar não apenas a região, mas toda a economia global.

Agora, o relógio avança. E o mundo observa, atento, o desfecho de um momento que pode entrar para a história.