Soluções práticas para uma agricultura resiliente são apresentadas na Expointer 2026
A feira será realizada de 29 de agosto a 6 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio.
A promoção da resiliência climática estará presente na Expointer 2026, por meio da apresentação de práticas de agricultura de base ecológica destinadas ao público visitante. A feira será realizada de 29 de agosto a 6 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio.
Uma alternativa é a agricultura urbana, que promove ao mesmo tempo o consumo de alimentos saudáveis, o bem-estar pelo contato com o solo e os laços de vizinhança, além da questão ambiental, pela melhora da infiltração da água no solo e diminuição do calor. “Tudo isso é muito bom para a cidade”, observa o extensionista rural Marcelo Biassusi.
Para hortas comerciais, recomenda-se o Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH), que utiliza plantas de cobertura sem revolver o solo. Biassusi relata que equipamentos específicos para esse manejo estão sendo desenvolvidos por instituições de pesquisa e ensino, mas a técnica já pode ser conferida na Expointer.

Na visitação, o público pode conhecer tecnologias de bioinsumos, com microrganismos isolados e capturados na mata; de bioenergia, com sistemas fotovoltaicos e biodigestores que geram biogás e biofertilizante líquido; de irrigação, com sistemas automatizados de gotejamento e microaspersão de baixa pressão, adequados para fertirrigação; e de enriquecimento do solo, com uso de pó de rocha.
Além das soluções tecnológicas, as iniciativas de biodiversidade e saneamento básico trabalhadas pela Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) chegam à Expointer para a troca de conhecimentos e conscientização ambiental. “Nós também temos o espaço que é muito procurado há várias edições, que é o da biodiversidade, um local onde a gente mostra a diversidade de sementes, mudas e propágulos de plantas”, ressalta Biassusi. No local, é possível conferir espécies crioulas, não modificadas geneticamente, incluindo diversos tipos de feijão, milho, moranga, batata e aipim.
Já na parte de saneamento básico, são demonstradas técnicas de proteção de fontes e de destinação adequada de águas residuais. A recuperação e preservação de nascentes envolve o isolamento contra contaminações por escoamento superficial, garantindo água de qualidade para as famílias. Ainda será possível ter contato com as experiências de organizações de certificação participativa para fornecer alimentos orgânicos.