COMUNICAÇÃO

Orelhões: memórias de uma era que se despede

Com pouco mais de 2 mil unidades ativas no país, equipamentos que marcaram gerações começam a desaparecer das ruas brasileiras

Por Redação AU Publicado em há 9 horas

O ano de 2026 marca oficialmente o início do fim dos orelhões no Brasil. Símbolos de uma era em que a comunicação dependia de fichas, cartões telefônicos e filas nas esquinas, os telefones públicos começam a ser retirados de forma definitiva após o encerramento das concessões da telefonia fixa. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), hoje restam pouco mais de 2 mil aparelhos em funcionamento em todo o país.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

A retirada acelera já a partir de janeiro, com a remoção de cerca de 30 mil carcaças espalhadas por ruas e avenidas. Com o fim da obrigatoriedade de manutenção do serviço, as operadoras deverão investir em redes de banda larga e telefonia móvel. Alguns orelhões ainda poderão permanecer até 2028, apenas em localidades sem outra alternativa de comunicação, mas a tendência é de extinção quase total.

Com o fim da obrigatoriedade de manutenção do serviço de telefonia fixa, as operadoras passam a direcionar investimentos para a ampliação das redes de banda larga e de telefonia móvel, acompanhando a mudança no comportamento dos usuários e o avanço da tecnologia.

Embora alguns orelhões ainda possam permanecer em funcionamento até 2028, restritos a localidades sem outra alternativa de comunicação, a tendência apontada pelos órgãos reguladores é de extinção quase total desses aparelhos, encerrando definitivamente um capítulo marcante da história da comunicação no país.

Para muitos brasileiros, os orelhões despertam um sentimento de nostalgia, remetendo a uma época em que a comunicação era mais lenta e carregada de expectativa. Era ao lado deles que se faziam ligações rápidas para casa, avisos de atraso, declarações improvisadas ou pedidos de socorro, sempre acompanhados do som metálico das fichas ou do deslizar dos cartões telefônicos. Presentes em esquinas, praças e rodoviárias, os orelhões faziam parte da paisagem urbana e da rotina cotidiana, simbolizando encontros, despedidas e histórias que hoje sobrevivem apenas na memória coletiva.

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