TRAGÉDIA NA VENEZUELA
Número de mortos em terremotos na Venezuela passa de 1400 e país vive corrida contra o tempo para encontrar desaparecidos
Com milhares de feridos, mais de 50 mil desaparecidos e milhões de afetados, equipes de resgate intensificam buscas entre os escombros após os terremotos mais devastadores do país em mais de um século.
A tragédia provocada pelos terremotos que atingiram a Venezuela continua se agravando. O número de mortos chegou a 1.430 neste sábado (27), conforme atualização divulgada pelo governo venezuelano. Além das vítimas fatais, mais de 3 mil pessoas ficaram feridas e outras 3,1 mil perderam suas casas, ampliando o cenário de sofrimento em diversas regiões do país.
Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) alertam que o número real de vítimas pode ser significativamente maior. A preocupação cresce diante da dimensão dos danos, da vulnerabilidade das áreas atingidas e das dificuldades enfrentadas pelas equipes que atuam nas operações de busca e salvamento.

A ONU estima que mais de 6 milhões de pessoas tenham sido impactadas pelos tremores. Ao mesmo tempo, o Escritório de Ajuda Humanitária da organização calcula que mais de 50 mil pessoas seguem desaparecidas. Diante desse cenário dramático, cada hora é considerada decisiva para localizar sobreviventes sob os escombros.
Enquanto familiares aguardam notícias de seus entes queridos, uma grande mobilização internacional reforça os esforços de resgate. Segundo o governo venezuelano, mais de 1.600 socorristas estrangeiros já desembarcaram no país em 17 voos humanitários. Outras equipes devem chegar nas próximas horas para fortalecer uma operação que se transformou em uma verdadeira corrida contra o tempo para salvar vidas.
O Brasil enviou neste sábado (27) um terceiro voo humanitário à Venezuela com medicamentos de emergência e equipamentos para complementar a instalação de um hospital de campanha. A carga inclui antibióticos, analgésicos, materiais de curativo, seringas, luvas e outros insumos essenciais para atender as vítimas dos terremotos. Antes disso, o governo brasileiro já havia enviado uma equipe de médicos, cães farejadores e equipamentos de resgate, além de um hospital de campanha e purificadores de água, reforçando a ajuda humanitária ao país vizinho.

Os dois fortes tremores registrados na noite de quarta-feira (24) devastaram áreas densamente povoadas do norte venezuelano, incluindo a região de Caracas. Considerados os sismos mais intensos em mais de 100 anos no país, os terremotos provocaram o colapso de edifícios, destruíram infraestrutura e deixaram um rastro de destruição que mobiliza autoridades e organizações humanitárias internacionais.