Nova tecnologia no SUS pode reduzir amputações e acelerar recuperação de pacientes
Membrana amniótica passa a integrar tratamentos para diabetes e doenças oculares, ampliando acesso e melhorando resultados.
Uma decisão que pode evitar amputações, reduzir dor e devolver qualidade de vida a centenas de milhares de brasileiros.
O Ministério da Saúde anunciou a incorporação do transplante de membrana amniótica ao SUS, ampliando o acesso a um tratamento avançado para pessoas com diabetes e doenças oculares. A medida, aprovada após avaliação técnica da Conitec, deve beneficiar mais de 860 mil pacientes por ano — especialmente aqueles que enfrentam complicações graves e de difícil cicatrização.

Na prática, trata-se de um curativo biológico com alto poder regenerativo. Coletada de forma segura durante o parto, a membrana amniótica tem ação anti-inflamatória e acelera a cicatrização. Em casos de pé diabético, por exemplo, pode reduzir pela metade o tempo de recuperação das feridas — um avanço que significa menos internações, menor risco de infecções e mais chances de preservar membros.
Nos tratamentos oculares, o impacto também é significativo. A tecnologia ajuda na regeneração de tecidos, alivia a dor e melhora a recuperação da visão em quadros que vão de inflamações a lesões mais graves, como úlceras e queimaduras na córnea. Para muitos pacientes, é a diferença entre conviver com limitações ou recuperar a autonomia.
Mais do que incorporar uma nova técnica, o SUS dá um passo importante rumo a uma medicina mais moderna, eficiente e humana. Agora, o desafio é garantir que essa inovação chegue, de fato, a quem precisa — e transforme realidade dentro dos hospitais públicos em todo o país.