Mulheres migrantes recebem orientação sobre direitos e combate à violência em Erechim

Encontro do Agosto Lilás orientou lideranças migrantes sobre direitos, prevenção à violência e serviços da Rede de Atendimento e Proteção disponíveis no município.

Por Redação/Comunicação PME Publicado em há 4 horas

Viver sem violência é um direito — e nenhuma mulher deve enfrentar uma situação de violência sozinha. Foi com esse propósito que a Prefeitura de Erechim promoveu um encontro voltado às mulheres migrantes que vivem no município, levando informação, orientação e, principalmente, caminhos para buscar ajuda e proteção.

A iniciativa foi realizada pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Coordenadoria da Mulher e Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM) – Integração Erechim e a CUFA Erechim. A atividade integrou a programação do Agosto Lilás, que neste ano marca os 20 anos da Lei Maria da Penha.

Com o tema “Viver sem violência também é um direito: proteção às mulheres migrantes do Brasil”, o encontro criou um espaço de diálogo e acolhimento para lideranças migrantes de diferentes nacionalidades. Além de conhecerem seus direitos, as participantes puderam entender como funciona a Rede de Atendimento e Proteção e onde procurar apoio diante de situações de violência.

O acesso à informação ganha ainda mais importância quando se trata de mulheres que estão reconstruindo suas vidas em um novo país. Barreiras como idioma, desconhecimento dos serviços públicos e adaptação à nova realidade podem dificultar a busca por ajuda.

Por isso, aproximar essas mulheres das políticas públicas é também uma forma de proteção.

“Nosso compromisso é garantir que todas saibam que não estão sozinhas, que têm direitos e que podem contar com uma Rede de Proteção preparada para acolher, orientar e encaminhar cada situação com segurança e respeito”, destacou a coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres da Prefeitura de Erechim, Joana Mattia.

Participaram do encontro Joana Mattia; a consultora de Integração da OIM em Erechim, Josiani May; a coordenadora e assistente social da CUFA Erechim, Caroline Neto; e a psicóloga da CUFA, Neuza Machado.

Onde buscar ajuda

Se você ou alguma mulher que você conhece estiver vivendo uma situação de violência, buscar ajuda é um direito e pode ser o primeiro passo para romper o ciclo de violência.

📞 Central de Atendimento à Mulher – 180
Atendimento gratuito, sigiloso e 24 horas.

🚨 Brigada Militar – 190
Para situações de emergência.

💜 CRAM – Centro de Referência de Atendimento à Mulher
Rua Benjamin Mosena, 181, Bairro Bela Vista
📱 (54) 99139-1480
☎️ (54) 3520-7102

🏠 CRAS e CREAS
As mulheres também podem procurar os Centros de Referência de Assistência Social e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social.

Conhecer os próprios direitos é uma forma de se fortalecer. Saber onde encontrar apoio pode fazer toda a diferença. Em Erechim, a Rede de Proteção está preparada para acolher, orientar e ajudar.

Fotos: Karine Heller – Comunicação PME