Mulher de 45 anos é assassinada pelo ex-companheiro em Sobradinho; RS chega a 65 feminicídios em 2026

Julia Roseli da Silva, de 45 anos, foi encontrada morta na noite de domingo (1º), na residência do ex-companheiro, na localidade de Linha Quinca, interior de Sobradinho, no Vale do Rio Pardo.

Por Redação Publicado em há 2 horas

Julia Roseli da Silva, de 45 anos, foi encontrada morta na noite de domingo (1º), na residência do ex-companheiro, na localidade de Linha Quinca, interior de Sobradinho, no Vale do Rio Pardo. A vítima apresentava ferimentos provocados por arma branca, possivelmente uma faca.

Foto: Arquivo Pessoal

Ela já havia registrado ocorrências contra o suspeito em 2021 e 2023, por ameaça e injúria, e solicitado medida protetiva. No entanto, não havia determinação judicial em vigor no momento do crime. O suspeito ainda não havia sido localizado.

A vítima trabalhava em uma fruteira e em uma lancheria e deixa dois filhos, de 15 e 23 anos. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio. Com essa morte, o Rio Grande do Sul chega a 65 feminicídios registrados em 2026.

Violência contra a mulher: saiba como pedir ajuda e denunciar

Mulheres que sofrem ameaças, agressões físicas, violência psicológica, perseguição ou qualquer outra forma de violência doméstica podem procurar ajuda antes que a situação se agrave. A denúncia pode ser feita pela própria vítima ou por familiares, amigos e outras pessoas que tenham conhecimento da violência.

Em situações de perigo imediato, a orientação é acionar a Brigada Militar pelo telefone 190. Já a Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180, funciona gratuitamente, 24 horas por dia, oferecendo orientações sobre direitos, acolhimento e encaminhamento de denúncias.

A vítima também pode procurar uma Delegacia de Polícia, preferencialmente uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), para registrar a ocorrência e solicitar medidas protetivas de urgência, como o afastamento do agressor e a proibição de contato ou aproximação.

O Disque Direitos Humanos, pelo número 100, também recebe denúncias de violações de direitos.

É importante lembrar que a violência doméstica não começa necessariamente com agressões físicas. Ameaças, humilhações, controle excessivo, isolamento e perseguição também são sinais de alerta.

Denunciar pode salvar vidas. Mulheres em situação de violência não precisam enfrentar essa realidade sozinhas, e qualquer pessoa que presencie ou tenha conhecimento de uma situação de risco pode buscar ajuda junto às autoridades.