MetSul alerta que Super El Niño pode provocar sequência de enchentes no Sul até 2027

Fenômeno, que pode se tornar um dos mais intensos da história, deve aumentar o risco de chuvas extremas, temporais, alagamentos e cheias sucessivas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná nos próximos meses.

Por Redação Publicado em há 3 horas

A atual enchente que atinge o Rio Grande do Sul pode ser apenas a primeira de uma sequência de eventos extremos previstos para os próximos meses. Segundo a MetSul Meteorologia, o fortalecimento de um Super El Niño aumenta significativamente o risco de chuvas intensas, enchentes, enxurradas e deslizamentos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná até o primeiro semestre de 2027.

De acordo com os meteorologistas, o aquecimento do Oceano Pacífico já alcança níveis compatíveis com um dos El Niños mais intensos da história. Modelos climáticos indicam que o fenômeno continuará ganhando força, favorecendo a formação de temporais e elevando os volumes de chuva em toda a Região Sul.

nchente ontem em Lajeado com a cheia do Rio Taquari | PREFEITURA DE LAJEADO

A MetSul alerta que o El Niño altera os padrões atmosféricos por vários meses, aumentando a frequência de frentes frias, ciclones e sistemas de baixa pressão. Com rios elevados e solo encharcado, novas precipitações, mesmo de menor intensidade, podem provocar cheias sucessivas, alagamentos e deslizamentos.

Os especialistas destacam que a primavera e o fim de 2026 tendem a concentrar os maiores impactos, com possibilidade de tempestades severas, vendavais e granizo. A orientação é que a população acompanhe os alertas meteorológicos, já que o risco de novos eventos extremos deve permanecer elevado durante todo o período de atuação do fenômeno.

Projeções indicam que El Niño 2026-2027 pode ser o mais intenso dos últimos 150 anos

As projeções mais recentes para o El Niño 2026-2027 indicam que o fenômeno pode se tornar o mais intenso desde o início dos registros meteorológicos, em 1877. Se confirmado, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial poderá superar todos os episódios anteriores, aumentando o risco de eventos climáticos extremos em diversas regiões do planeta.

Imagem: NASA

No Sul do Brasil, os impactos previstos incluem chuvas muito acima da média, sucessivas enchentes, temporais e outros eventos severos ao longo dos próximos meses. A expectativa é de que o fenômeno influencie significativamente o clima, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Apesar do cenário preocupante, especialistas ressaltam que previsões de longo prazo ainda apresentam incertezas. Mudanças na circulação atmosférica, nos ventos tropicais e nas condições do oceano podem alterar a intensidade final do El Niño, que seguirá sendo monitorado nos próximos meses.

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