Mais de 600 agentes e 100 viaturas participam de treinamento para resposta a desastres climáticos no RS
Exercício em Eldorado do Sul reúne Exército, Defesa Civil, Bombeiros e Brigada Militar para fortalecer atuação integrada em situações extremas
O Exército Brasileiro realiza nesta quarta (1º) e quinta-feira (2), em Eldorado do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, o Exercício Simulado de Ajuda Humanitária Jacuí. A ação tem como objetivo preparar os órgãos públicos para uma atuação integrada diante de eventos climáticos extremos, reunindo forças federais, estaduais e municipais em um grande treinamento de resposta a desastres.
A operação contará com mais de 600 servidores, entre militares e agentes civis, além de 101 viaturas, cinco botes e um helicóptero. Durante o simulado, serão executados resgates fluviais, operações terrestres e aéreas, além de outros cenários que reproduzem situações enfrentadas em grandes emergências climáticas.

Segundo o comandante da 6ª Divisão de Exército, Flávio Moreira Mathias, o exercício busca aplicar os aprendizados obtidos durante a Operação Taquari, realizada nas enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024. Ele destacou que, em desastres de grande proporção, a resposta precisa ocorrer de forma coordenada entre os governos federal, estadual e municipal, além da participação da sociedade.
A Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil também reforçou a importância da integração entre os diferentes órgãos. De acordo com o subchefe da instituição, Santiago Dias de Castro, o alinhamento de protocolos e o conhecimento das capacidades de cada força permitem uma utilização mais eficiente dos recursos e uma resposta mais rápida à população afetada.
A Brigada Militar participará das operações aéreas por meio de suas aeronaves. Para o coronel Alessandro Augusto Bernardes dos Santos, o emprego de helicópteros amplia a agilidade e a segurança dos resgates, especialmente em áreas de difícil acesso. A expectativa dos organizadores é que o treinamento fortaleça a cooperação entre as instituições e aumente a capacidade de resposta do Estado diante de futuras emergências climáticas.