Mais de 30 mil urnas começam a ser preparadas para as Eleições 2026 no RS

Equipamentos passam por carga dos sistemas, testes e procedimentos de segurança antes de serem enviados aos locais de votação.

Por Redação Publicado em há 3 horas

A contagem regressiva para as Eleições 2026 já movimenta a Justiça Eleitoral no Rio Grande do Sul. Nesta quinta-feira (17), o TRE-RS iniciou a preparação das urnas eletrônicas que serão utilizadas no dia da votação.

Ao todo, o Estado dispõe de mais de 30 mil urnas, quantidade suficiente para atender cerca de 27,5 mil seções eleitorais. Além dos equipamentos destinados às seções, aproximadamente 10% das urnas são mantidas como reserva, para eventual substituição em caso de pane ou mau funcionamento.

Foto : TRE-RS / CP

Sistemas são carregados e equipamentos passam por testes

A preparação inclui a carga dos sistemas e dos dados necessários para o funcionamento das urnas, além da instalação das mídias de votação e de resultado. Depois, os equipamentos passam por verificações e testes operacionais antes de serem considerados aptos para a votação.

O trabalho é realizado pelas zonas eleitorais, cada uma responsável pelas urnas sob sua jurisdição. Durante o processo, também são observadas as etapas de auditoria e fiscalização previstas nas regras da Justiça Eleitoral.

A preparação começou em 17 de setembro e, segundo o cronograma divulgado pelo TRE-RS, o processo de carga das urnas será concluído até 28 de setembro.

A lacração da urna eletrônica é uma etapa de segurança realizada depois que o equipamento recebe os sistemas e os dados da eleição e passa pelos testes de funcionamento. Ela não significa simplesmente “fechar” a urna: envolve lacres físicos, registros, assinaturas e procedimentos de controle que permitem identificar qualquer abertura posterior.

Como funciona, na prática?

  1. A urna recebe os sistemas e dados da eleição
    Durante a preparação, são inseridas as mídias necessárias para que a urna funcione naquela eleição e naquela seção eleitoral. Depois, são realizados testes. 
  2. A urna é testada
    A Justiça Eleitoral verifica o funcionamento do equipamento antes da lacração. A regulamentação prevê, inclusive, demonstrações de votação e outros procedimentos de verificação.
  3. São colocados lacres físicos em pontos específicos
    Os lacres fecham portas e compartimentos da urna que dão acesso a componentes e mídias. Para 2026, os lacres possuem numeração sequencial e são fabricados como material de segurança que evidencia sua retirada.
  4. Os lacres são identificados e assinados
    A legislação eleitoral determina que os lacres utilizados sejam assinados pelas autoridades responsáveis pelo procedimento. Representantes do Ministério Público, OAB, partidos, federações e coligações também podem assinar, caso estejam presentes e desejem fazê-lo.
  5. É produzido um registro da preparação
    A urna gera documentos, como o extrato de carga, que recebe a identificação do jogo de lacres utilizado. O comprovante de carga também é assinado e acondicionado junto à urna. Todo o procedimento é registrado em ata.

🔐 E o que a lacração garante?

A ideia é criar uma barreira física e documental entre a preparação da urna e sua utilização na votação.

Depois de lacrada, uma abertura física deixa evidências no próprio lacre. Por isso, a lacração funciona em conjunto com outros mecanismos de segurança — como assinatura digital dos sistemas, testes, registros e possibilidade de fiscalização pelas entidades habilitadas.

É importante também separar duas coisas: lacração dos sistemas e lacração física das urnas. A primeira está relacionada à assinatura digital e à proteção dos programas eleitorais; a segunda é o fechamento físico dos compartimentos do equipamento.

No caso do Rio Grande do Sul, o TRE-RS informa que a preparação de 2026 inclui carga dos sistemas e dados, verificação dos equipamentos e testes, com participação das zonas eleitorais e possibilidade de acompanhamento pelas entidades fiscalizadoras habilitadas.

Em resumo: a lacração é como colocar um “selo de segurança rastreável” na urna depois que ela foi preparada e testada. Se houver necessidade de abrir ou substituir alguma coisa posteriormente, o procedimento precisa seguir regras específicas e ficar registrado.

Processo inclui auditorias e fiscalização

A preparação das urnas faz parte dos procedimentos de segurança, controle e transparência adotados pela Justiça Eleitoral. Entidades fiscalizadoras habilitadas também podem acompanhar as etapas previstas na regulamentação.

Além disso, no dia da eleição serão realizados testes de integridade e de autenticidade dos sistemas em urnas selecionadas por amostragem. No Rio Grande do Sul, esses procedimentos poderão ser acompanhados publicamente.

Com os equipamentos preparados e testados, as urnas seguem posteriormente para os locais de votação, onde estarão disponíveis para o eleitor no dia do pleito.