ELEIÇÕES 2026 | DISPUTA PRESIDENCIAL

Lula aceita condições de Flávio Bolsonaro para abertura de sigilos e cobra resposta antes do segundo turno

Campanha do presidente afirma que todas as exigências feitas pelo adversário foram aceitas e estabelece prazo até as 11h desta quinta-feira (22) para que o candidato do PL também autorize a divulgação de dados bancários e telefônicos.

Por Redação/Agência Brasil Publicado em há 1 horas

A quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25), a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) ganhou um novo capítulo. A campanha do presidente anunciou que Lula aceitou todas as condições apresentadas pelo adversário para a abertura de sigilos bancários e telefônicos, incluindo informações de familiares e pessoas mencionadas nas exigências.

© Lula Oficial e Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro

O anúncio foi feito pelo coordenador da campanha petista, Camilo Santana, que confirmou a intenção de comparecer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (22), às 11h, para protocolar a resposta oficial de Lula.

A campanha também estabeleceu o mesmo horário como prazo para que Flávio Bolsonaro autorize a abertura dos próprios sigilos e dos dados de seus familiares. Trata-se de uma cobrança política feita pela campanha petista, e não de um prazo judicial.

“Todas as condicionantes que ele colocou, a resposta do presidente é que ele não se opõe a absolutamente nada do que ele está propondo. Contanto que ele também cumpra e abra tudo que está no pedido protocolado junto ao TSE”, afirmou Camilo.

Desafio começou durante debate presidencial

A discussão teve início no debate realizado no último domingo (18), quando Lula desafiou Flávio Bolsonaro a tornar públicos seus dados bancários e telefônicos. Na ocasião, o presidente afirmou que também autorizaria a divulgação de suas informações, assim como as de sua esposa e de seus filhos, desde que o adversário assumisse o mesmo compromisso.

Segundo Lula, a iniciativa permitiria aos eleitores avaliar a conduta dos dois candidatos. A proposta, no entanto, transformou-se em mais um ponto de confronto político na reta final da campanha.

Na terça-feira (20), Lula compareceu ao TSE e apresentou um requerimento autorizando a divulgação dos dados, aguardando uma manifestação de Flávio Bolsonaro.

Flávio ampliou exigências para aceitar proposta

Na quarta-feira (21), Flávio Bolsonaro afirmou que aceitaria o desafio, mas condicionou sua participação à ampliação do alcance das informações que seriam divulgadas pelo presidente.

Entre as exigências apresentadas pelo candidato do PL estão a inclusão dos dados bancários e telefônicos de Marco Aurélio Santana Ribeiro, apontado como ex-chefe de gabinete de Lula, e de José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente.

Flávio também pediu que fossem divulgados os registros de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto, além de outras informações relacionadas às pessoas citadas em suas condições.

De acordo com Camilo Santana, Lula concordou com todas as exigências apresentadas pelo adversário, desde que a abertura dos dados ocorra de maneira recíproca.

Campanha de Lula aumenta pressão por resposta

Com o segundo turno se aproximando, a campanha petista passou a cobrar uma definição imediata do candidato do PL.

“É o prazo que ele vai ter para estar lá e abrir todo seu sigilo bancário e telefônico. Não pode deixar pra depois da eleição. O prazo é amanhã”, declarou Camilo.

O coordenador também questionou a demora do adversário em aceitar a proposta inicial.

“Se ele não deve nada, ele deveria ter aceito o desafio do presidente Lula naquele domingo”, afirmou.

A expectativa agora se concentra na manifestação de Flávio Bolsonaro e nos próximos encaminhamentos junto ao TSE. Embora as duas campanhas tenham sinalizado disposição para divulgar informações, a efetiva abertura de dados protegidos por sigilo depende das autorizações e dos procedimentos legais cabíveis, especialmente quando envolve terceiros.

A discussão ocorre nos últimos dias de uma campanha presidencial marcada por confrontos diretos entre os candidatos. Com a votação marcada para domingo (25), o episódio acrescenta um novo tema ao debate eleitoral: a transparência sobre informações pessoais e financeiras daqueles que disputam a Presidência da República.