Hospital Santa Terezinha inicia nova turma de residência e amplia formação médica

Programa reúne mais de 40 profissionais, integra ensino e prática no atendimento e inclui intercâmbio internacional com médicos de Angola

Por Comunicação FHSTE Publicado em 22/04/2026 16:47 - Atualizado em 22/04/2026 22:08

O Programa de Residência Médica do Hospital Santa Terezinha, em Erechim, iniciou em março uma nova turma de médicos residentes e segue em expansão. Atualmente, 43 profissionais estão em formação na instituição, distribuídos entre especialidades como Clínica Médica, Pediatria, Cirurgia Geral, Anestesiologia, Ginecologia e Obstetrícia, Ortopedia e Traumatologia, Medicina de Família e Comunidade e Radiologia, atuando diretamente no atendimento aos pacientes e fortalecendo a assistência hospitalar.

Criado em 2013 e implantado em 2014, o programa foi ampliado de forma gradual ao longo dos anos, acompanhando a estrutura do hospital e a capacidade de formação. “Começamos com poucas vagas e com o tempo, fomos ampliando de forma responsável e hoje temos uma estrutura consolidada para receber novos profissionais”, afirma o coordenador da Comissão de Residência Médica (COREME) e diretor técnico, Dr. Celso Lago.

Mais médicos, mais cuidado ao paciente

A presença dos residentes impacta diretamente a assistência. De acordo com o coordenador, o modelo amplia o olhar clínico e qualifica o atendimento. “O paciente passa a ter mais profissionais envolvidos no seu cuidado, discutindo casos e acompanhando a evolução, sempre com supervisão. Isso fortalece o raciocínio clínico e melhora a qualidade da assistência”, afirma Lago. Além disso, o programa contribui para a fixação de profissionais na região, reduzindo lacunas históricas em algumas especialidades e fortalecendo o corpo clínico do hospital.

A residência também impulsionou o desenvolvimento do ensino médico em Erechim. A estrutura construída ao longo dos anos, somada à qualificação dos preceptores, que passam por formação contínua, ajudou a consolidar o município como ambiente formador, contribuindo inclusive a implantação do curso de Medicina.

Aprendizado intenso em todas as fases da formação

Para os médicos residentes, a experiência é marcada por uma curva acelerada de aprendizado e forte integração entre equipes. Representante da COREME e residente do segundo ano de Clínica Médica, Jonas Mainardi observa o crescimento do programa. “Percebemos que cada vez mais pessoas buscam o Santa Terezinha. Quem sai daqui vai bem preparado para serviços maiores, o que mostra a qualidade da formação”, afirma. Jonas destaca ainda o diferencial do hospital: “Por ser um serviço com equipes próximas, conseguimos discutir casos com facilidade e aprender muito no dia a dia”.

Entre os novos residentes, que iniciaram a formação neste ano, a adaptação vem acompanhada de evolução rápida. A médica residente do primeiro ano de Pediatria, Carolina Toni Silvestre, que veio de outra região do estado, relata o impacto das primeiras semanas, reforçando o acerto na escolha de estudar no Santa Terezinha.

“Em pouco mais de um mês já percebi o quanto evoluí. O aprendizado é intenso e a troca com colegas mais experientes faz toda a diferença”, conta.

Já no segundo ano, a residente de Pediatria Paloma Vidales Schwingel destaca o caráter transformador da formação. “O primeiro ano é intenso, tudo é novo, mas a curva de aprendizado é muito alta. É um período exigente, mas que transforma o profissional”, avalia.

Na reta final, a residente do terceiro ano de Pediatria, Milena Bittarello, ressalta a diversidade de casos como um dos principais diferenciais. “Aqui a gente tem uma formação muito completa, porque vê uma grande variedade de situações clínicas. Saio com a certeza de estar preparada”, afirma. A identificação com o hospital também influencia os planos futuros. “Quero continuar aqui, porque o hospital se tornou a minha casa”.

Esse vínculo se reflete na permanência de profissionais formados pelo programa. A médica Fernanda de Oliveira, que concluiu a residência em Pediatria e hoje atua como preceptora, reforça a continuidade do aprendizado. “As portas sempre estiveram abertas para nós. Permanecer aqui é uma forma de seguir estudando e também contribuir com a formação de novos residentes”, destaca.
Intercâmbio internacional amplia troca de conhecimento

Entre os avanços recentes do programa está a participação em um convênio internacional para formação médica. Neste ano, o hospital passou a receber dois médicos de Angola: um na área de Clínica Médica e outro em Anestesiologia. A iniciativa integra um acordo institucional entre os países, com apoio governamental, voltado à capacitação de profissionais que, após o período de formação, retornam ao país de origem.

O residente do primeiro ano de Clínica Médica, João Evaristo Damião Vundi, destaca a experiência. “Chegar em um país diferente não é simples, mas fui muito bem recebido. Estou aprendendo bastante e conseguindo preencher lacunas importantes da minha formação”, relata. João também chama atenção para o acolhimento da equipe. “Os colegas brasileiros são muito receptivos, isso faz diferença no dia a dia e no aprendizado.”

De acordo com o coordenador da COREME, Dr. Celso Lago, o intercâmbio promove uma troca importante de experiências entre os profissionais. “Eles trazem vivências relevantes, especialmente em doenças transmissíveis, e participam do mesmo processo de formação prática dos nossos residentes. É uma troca que qualifica todos os envolvidos”, afirma. O coordenador ressalta ainda que, ao final do programa, os médicos angolanos não recebem o título de especialista no Brasil, mas retornam ao seu país com formação técnica e experiência clínica ampliadas.

Ao longo de mais de uma década, o Programa de Residência Médica do Hospital Santa Terezinha se tornou parte fundamental da estrutura assistencial e de ensino da instituição. Com crescimento planejado, presença cada vez mais expressiva no atendimento e abertura para experiências internacionais, o programa se consolida como um importante eixo de qualificação da saúde na região, contribuindo para a formação de médicos preparados para diferentes realidades.