SEGURANÇA PÚBLICA | VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Homem que ameaçou ex-companheira e falou em feminicídio é preso em Barão de Cotegipe

Suspeito de 21 anos descumpriu medidas protetivas determinadas pela Justiça e tentou fugir ao perceber a chegada dos policiais

Por Redação AU/Assessoria Publicado em 09/10/2026 19:15 - Atualizado em 09/10/2026 21:17

Um homem de 21 anos foi preso preventivamente no final da tarde desta quinta-feira (8), em Barão de Cotegipe, após descumprir medidas protetivas de urgência concedidas pela Justiça em favor de sua ex-companheira. A prisão foi realizada pela Polícia Civil, com apoio da Brigada Militar.

De acordo com a polícia, a vítima procurou as autoridades no dia 23 de setembro para denunciar ameaças feitas pelo ex-companheiro. Na ocasião, solicitou medidas protetivas de urgência, posteriormente concedidas pelo Poder Judiciário.

Mesmo com as restrições judiciais em vigor, o suspeito teria continuado a ameaçar a mulher. Em uma das situações relatadas à polícia, ele chegou a afirmar que, dentro de alguns dias, ocorreria um feminicídio no bairro onde os dois residiam.

Diante da continuidade das ameaças e do descumprimento das determinações judiciais, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do investigado. O pedido foi acolhido pela Justiça.

Suspeito tentou fugir durante a prisão

Na tarde de quinta-feira, policiais civis e militares realizaram a operação para cumprir o mandado de prisão.

Ao perceber a presença das equipes, o homem tentou fugir, mas foi alcançado e detido.

Após os procedimentos policiais, ele foi encaminhado ao Presídio Estadual de Erechim, onde permanece à disposição da Justiça.

O caso chama a atenção para a gravidade das ameaças contra mulheres, especialmente quando persistem mesmo após a concessão de medidas protetivas.

As medidas previstas na Lei Maria da Penha têm como finalidade proteger vítimas de violência doméstica e familiar. O descumprimento dessas determinações constitui crime e pode resultar em prisão, conforme as circunstâncias do caso.

Denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas pelo telefone 180. Em situações de emergência ou risco imediato, a orientação é acionar a Brigada Militar pelo 190.

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