Frio, reajuste e bandeira amarela explicam aumento nas contas de energia, diz RGE

Consultora da CPFL RGE esclarece que consumo maior no inverno, reajuste tarifário e cobrança da bandeira amarela estão entre os principais fatores que elevam o valor da fatura e orienta consumidores sobre como verificar possíveis divergências.

Por Redação Publicado em há 3 horas

A chegada do inverno e as baixas temperaturas têm levado muitos consumidores a questionarem o aumento no valor das contas de energia elétrica. Em Erechim e em diversas cidades da região, moradores relatam que não perceberam mudanças significativas nos hábitos de consumo, mas receberam faturas consideravelmente mais altas.

Em entrevista ao Au, a consultora de Negócios da CPFL RGE, Eliana Bortolon, explicou que, na maioria dos casos, o aumento é resultado de uma combinação de fatores típicos da estação, somados ao reajuste tarifário autorizado neste ano.

Consultora de Negócios da CPFL RGE, Eliana Bortolon/Divulgação RGE

Segundo ela, durante períodos de frio intenso é comum que o consumo de energia aumente devido ao uso mais frequente de equipamentos de alto consumo, como chuveiros elétricos, aquecedores, estufas e aparelhos de ar-condicionado na função quente. Além disso, até mesmo as geladeiras precisam trabalhar mais para manter a temperatura adequada, elevando o consumo de eletricidade.

Outro fator que impacta diretamente a conta é o reajuste tarifário da CPFL RGE, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e aplicado desde 19 de junho. Para os consumidores residenciais, o índice médio foi de 14,98%.

Em agosto, também passa a valer a bandeira tarifária amarela, definida pela Aneel, que acrescenta R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos, elevando ainda mais o valor final da fatura.

A agência reguladora define os valores levando em conta custos com geração, transmissão, encargos setoriais e distribuição de energia.

Como a RGE verifica possíveis divergências

Apesar das reclamações de alguns consumidores, Eliana Bortolon ressalta que a leitura dos medidores urbanos é realizada mensalmente por equipes próprias da CPFL RGE e passa por diversas etapas de conferência.

Segundo ela, todo o processo é certificado e a distribuidora está entre as empresas com os melhores índices de qualidade de faturamento do país.

A consultora destaca ainda que o próprio consumidor pode conferir a leitura registrada na conta de energia comparando os dados da fatura com o marcador do medidor instalado na residência. Essa verificação permite confirmar se a leitura utilizada para o faturamento corresponde ao consumo registrado pelo equipamento.

O que fazer antes de registrar uma reclamação


Antes de solicitar uma revisão da conta, a orientação da CPFL RGE é que o cliente faça algumas verificações simples.

Entre elas estão conferir a leitura atual do medidor, verificar o período entre as leituras informado na fatura e observar a quantidade de dias considerados no faturamento, que pode variar entre 28 e 33 dias. Essa diferença no número de dias pode influenciar diretamente o valor da conta.

Outro recurso importante é analisar o histórico de consumo dos últimos 12 meses, disponível na própria fatura. A comparação ajuda a identificar se houve aumento no consumo em relação aos mesmos períodos do ano anterior.

A empresa também disponibiliza, em seu site, um simulador de consumo, que permite estimar quanto cada equipamento elétrico representa na conta de energia e identificar oportunidades de economia.

Quando é possível solicitar uma revisão


Caso o consumidor identifique alguma inconsistência após essas verificações, a CPFL RGE orienta que entre em contato pelos canais oficiais de atendimento para solicitar a análise da fatura.

O atendimento pode ser realizado pelo aplicativo da CPFL Energia, pelo site da empresa, pelo WhatsApp corporativo, no número (51) 99955-0002, ou pela Central de Atendimento gratuita, no telefone 0800 970 0900.

Energia solar também pode influenciar


A consultora lembra ainda que consumidores que possuem sistemas de geração distribuída, como energia solar, também podem perceber aumento na conta durante o inverno.

Isso ocorre porque, em períodos de chuva e baixa incidência solar, a produção de energia diminui. Com isso, a residência passa a consumir mais eletricidade fornecida pela distribuidora, refletindo em um valor maior na fatura.

De acordo com a CPFL RGE, a combinação entre maior consumo provocado pelo frio, reajuste tarifário, bandeira amarela e, em alguns casos, menor geração de energia solar explica grande parte dos aumentos registrados nas contas de energia neste período do ano. * Equipamentos que mais pesam na conta

Concessionária destaca que alguns aparelhos podem elevar significativamente o consumo durante o inverno. 
Confira o consumo dos principais equipamentos e sugestões de pequenos cuidados que você pode ter para economizar:

  •   O chuveiro elétrico é o aparelho que mais consome energia em uma residência. Ao utilizá-lo no modo “inverno”, o acréscimo no consumo é de até 30% em relação ao modo “verão”. O banho passa a ser responsável por 25% a 35% dos gastos na conta de luz nos dias mais gelados. Para economizar, reduza o tempo do banho.
  •   O uso das secadoras também cresce e o aparelho consome entre 80 a 100 kWh por mês, quando utilizado uma vez ao dia. O frio também contribui para que se use mais a lavadora, que consome mensalmente cerca de 36 kWh, 5% do consumo total de uma residência, quando ligada duas vezes por semana. Já o ferro de passar roupa, quando ligado por uma hora durante 12 dias, pode representar de 12 a 20 kWh no final do mês.  A dica aqui é acumular roupa para lavar e secar tudo de uma única vez. Esse conselho também vale para quando for usar o ferro elétrico.
  •   Aquecedores de ambientes também são recorrentes e o consumo médio mensal do aparelho pode chegar a 160 kWh. Por isso, quando for comprar um aquecedor, certifique-se que seu tamanho e potência estão adequados ao ambiente em que será utilizado. Isso evita gasto de energia desnecessário. Outra dica é escolher modelos com timer, assim, quando o cômodo estiver na temperatura ideal, o aparelho desliga. Se optar por utilizar ar-condicionado, uma opção viável é a instalação de ar-condicionado no modelo inverter, que economiza até 40% em comparação aos equipamentos convencionais.

Outras dicas que vão ajudar na economia de energia:

  •   Um eletrodoméstico muito utilizado neste momento em que as pessoas estão mais em casa é a televisão. O consumo mensal de energia elétrica fica entre 10 e 30kWh, e ele pode ser responsável entre 5% e 10% da sua conta. Por isso, lembre-se de desligar a TV quando ninguém estiver assistindo. Não deixe o aparelho ligado enquanto estiver dormindo, utilize as funções timer ou sleep de desligamento automático. Se for comprar, escolha televisores mais econômicos, modelos mais modernos tem menor consumo.
  •   As lâmpadas também têm um papel importante no consumo, a iluminação representa de 5% a 15% do valor da sua conta de energia. É bom evitar acender lâmpadas durante o dia e aproveitar mais, sempre que possível, a luz natural. Lembre-se sempre de apagar as lâmpadas dos ambientes desocupados e dê preferência a lâmpadas de LED. Elas iluminam melhor, duram mais e consomem menos energia.

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