ESPORTE E INCLUSÃO
Festival Paralímpico reúne crianças e adolescentes em tarde de inclusão em Erechim
Promovida pela ADAU em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro, programação colocou participantes com e sem deficiência em contato com basquete em cadeira de rodas, tênis de mesa e vôlei sentado
Crianças e adolescentes com e sem deficiência dividiram a quadra e experimentaram diferentes modalidades do paradesporto durante o Festival Paralímpico, realizado na sexta-feira (18), no Ginásio Municipal Carlos Renan Agnolin, em Erechim.

A programação foi promovida pela Associação dos Deficientes Físicos do Alto Uruguai (ADAU), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), e teve como proposta aproximar os participantes do esporte paralímpico por meio da experiência prática.
Durante a tarde, eles puderam conhecer e praticar basquete em cadeira de rodas, tênis de mesa e vôlei sentado. Mais do que apresentar as regras de cada modalidade, as atividades colocaram crianças com diferentes condições físicas no mesmo espaço, compartilhando jogos e desafios.
Experimentar para entender

A proposta do Festival Paralímpico passa justamente por essa vivência. Ao sentar em uma cadeira esportiva para tentar conduzir a bola no basquete ou experimentar o vôlei sentado, quem nunca teve contato com o paradesporto passa a compreender melhor as habilidades e adaptações envolvidas em cada modalidade.
Para a presidente da ADAU, Fernanda Inês Zanella, essa convivência é uma das partes mais importantes do encontro.
“Quando vemos crianças com e sem deficiência participando juntas, entendemos a verdadeira força desse Festival. Elas experimentam, ajudam umas às outras, se divertem e percebem que todos podem ocupar os mesmos espaços”, destacou.
Segundo Fernanda, proporcionar essas oportunidades desde a infância também contribui para uma sociedade mais inclusiva.
Professores, profissionais e voluntários acompanharam as atividades e auxiliaram os participantes durante a programação.
Paradesporto ganha espaço na região
Além do caráter inclusivo, o Festival ajuda a ampliar a presença do esporte paralímpico no Alto Uruguai. Para algumas crianças e adolescentes, a atividade representa o primeiro contato com modalidades adaptadas e pode servir também como porta de entrada para a prática esportiva.
Esse trabalho de aproximação ganha importância justamente por ocorrer fora dos grandes centros, permitindo que crianças da região tenham acesso a modalidades que nem sempre fazem parte da rotina escolar ou das atividades esportivas convencionais.
Ao reunir participantes com e sem deficiência na mesma quadra, o Festival Paralímpico deixou uma mensagem bastante concreta: inclusão também se constrói quando todos têm oportunidade de participar.
A ADAU agradeceu ao Comitê Paralímpico Brasileiro, às escolas, famílias, profissionais, voluntários, apoiadores e parceiros envolvidos na realização da programação em Erechim.