RIO DE JANEIRO
Faro de cão policial revela 48 toneladas de maconha e marca maior apreensão da PM
Huck, do Batalhão de Ações com Cães, identificou bunker escondido em galpão na Maré e levou a uma descoberta histórica no combate ao tráfico.
O que parecia apenas mais um galpão comum escondia uma das maiores operações do tráfico já vistas no Rio de Janeiro. E foi graças ao faro preciso de Huck, um cão policial de apenas 5 anos, que a história tomou outro rumo.
Durante uma operação de rotina na comunidade da Nova Holanda, no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio, nada indicava que aquele endereço guardava algo fora do comum. O local nem sequer estava na lista de alvos. Mas Huck percebeu o que ninguém mais via.

Com comportamento insistente, o pastor-belga-malinois começou a sinalizar um ponto específico do galpão. A atitude chamou a atenção dos policiais, que decidiram investigar mais a fundo — e foi aí que a descoberta surpreendeu até os mais experientes.
Debaixo de uma cisterna aparentemente desativada, os agentes encontraram um bunker improvisado. Dentro dele, estavam mais de 24,6 mil tabletes de maconha, somando cerca de 48 toneladas da droga — a maior apreensão já registrada pela Polícia Militar.

Para se ter ideia da dimensão, esse volume poderia render mais de 15 milhões de cigarros de maconha.
Além da droga, foram apreendidos fuzis e pistolas, reforçando a suspeita de que o local funcionava como um ponto estratégico de distribuição do Comando Vermelho para diversas regiões.
A descoberta, feita praticamente por acaso, reforça o papel decisivo dos cães farejadores nas operações policiais. Huck, treinado pelo Batalhão de Ações com Cães (BAC), transformou um patrulhamento comum em um marco histórico no combate ao tráfico.
Uma ação que mostra que, às vezes, o detalhe que muda tudo está no faro — e na coragem — de quem está pronto para agir.