POLÍCIA
Ex-marido é preso por suspeita de matar professora encontrada morta durante incêndio em Constantina
Polícia Civil identificou sinais de esganadura na vítima e passou a investigar o caso como feminicídio. Suspeito está internado sob custódia e teve prisão temporária decretada.
A investigação sobre a morte da professora Gloria Werkhausen, de 43 anos, ganhou um novo e dramático desdobramento na manhã desta quinta-feira (16). O ex-marido da educadora foi preso temporariamente pela Polícia Civil, suspeito de assassiná-la antes do incêndio que destruiu a residência onde ela foi encontrada sem vida, em Constantina, no Norte do Rio Grande do Sul.

Inicialmente tratado como uma morte relacionada ao incêndio, o caso mudou de rumo após os laudos e o avanço das investigações. Conforme a Polícia Civil, Gloria apresentava marcas de esganadura, lesões incompatíveis com uma morte provocada pelas chamas. A descoberta levou os investigadores a enquadrar o caso como homicídio com características de feminicídio.
De acordo com o delegado Cristiano de Bone, responsável pelo inquérito, a prisão temporária foi solicitada após a reunião de elementos considerados suficientes para apontar o ex-marido como principal suspeito do crime. Os mandados judiciais foram expedidos na manhã desta quinta-feira. Antes do cumprimento, no entanto, os policiais foram informados de que o investigado havia sido internado na noite anterior após sofrer uma crise nervosa.
O suspeito permanece internado sob escolta da Brigada Militar e ficará preso temporariamente por 30 dias, à disposição da Justiça. Com a reclassificação do caso, este passa a ser o 44º feminicídio registrado no Rio Grande do Sul em 2026 e o segundo ocorrido somente no mês de julho, reforçando o alerta para a persistência da violência contra a mulher no Estado.