CLIMA

El Niño começa a se instalar e deve aumentar a chuva no Sul do Brasil

MetSul aponta precipitações acima da média nas próximas semanas, com destaque para o Norte do Rio Grande do Sul e alerta para volumes excessivos na primavera.

Por Redação AU Publicado em há 9 horas

O fenômeno El Niño começou a se instalar no Oceano Pacífico com o aquecimento das águas superficiais na faixa equatorial e mudanças na circulação atmosférica. Segundo a MetSul Meteorologia, o novo cenário climático deverá favorecer o aumento das chuvas em toda a Região Sul do Brasil nas próximas semanas, com volumes inicialmente mais elevados no Paraná e em Santa Catarina.

Onde a chuva deve aumentar

A partir da metade de junho, a tendência é de precipitação acima da média em toda a região. No Rio Grande do Sul, os maiores acumulados são esperados na Metade Norte, especialmente em áreas do Noroeste, Médio e Alto Uruguai, Alto Jacuí e Planalto Médio. Regiões como Erechim e os demais municípios do Alto Uruguai estão entre as áreas que poderão registrar volumes mais expressivos de chuva ao longo das próximas semanas.

O que favorece esse cenário

De acordo com a meteorologia, o aumento da precipitação será impulsionado pela passagem de um pulso da Oscilação de Madden-Julian sobre a América do Sul, combinado com a interação entre massas de ar frio vindas do Cone Sul e o ar quente sobre o Centro do Brasil. Em algumas áreas do Paraná, os acumulados podem variar entre 100 e 200 milímetros nos próximos 15 dias, com volumes isolados superiores a 250 milímetros. A tendência de chuva acima da média deve persistir até o fim de junho e durante parte de julho.

Maior preocupação será na primavera

Apesar da intensificação das chuvas já neste inverno, a MetSul alerta que o período de maior risco para o Rio Grande do Sul deverá ocorrer entre a segunda quinzena de agosto e o final de novembro. Com o fortalecimento do El Niño, algumas cidades poderão registrar até 500 milímetros ou mais de chuva em apenas um mês, especialmente na Metade Oeste. O cenário aumenta o risco de cheias de rios, enchentes, inundações, deslizamentos de terra e tempestades severas com granizo e ventos intensos em diferentes regiões do Estado.

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