Dia Mundial do Doente terá unção dos enfermos em duas missas no Santuário de Fátima
Celebrações na quarta-feira, dia 11, destacam o cuidado com os doentes como marca do Evangelho e da fé cristã
O Dia Mundial do Doente, celebrado pela Igreja Católica em 11 de fevereiro, será lembrado no Santuário de Fátima, em Erechim, com duas missas, às 15h e às 18h30, seguidas do sacramento da unção dos enfermos. Instituída em 1992 pelo papa João Paulo II, a data chama a atenção para a centralidade do cuidado com os doentes na vida de Jesus, aspecto recorrente nos evangelhos e considerado, pela Igreja, um traço essencial de todo discípulo de Cristo.

Ao falar da data, o padre José Carlos Sala, lembra que as narrativas bíblicas mostram que a cura e o cuidado com quem sofre sempre estiveram no centro da missão de Jesus. “Quando nós lemos os evangelhos, vemos Jesus libertando, curando, devolvendo a vida às pessoas. Isso é uma marca característica de todo discípulo de Jesus”, afirma. Ele recorda ainda os relatos em que os doentes buscavam apenas tocar o manto de Jesus como expressão de fé. “Quantos textos nós lemos em que as pessoas queriam ao menos tocar no manto de Jesus, e a fé já as curava? Isso é um elemento que nos mostra a dimensão da relação entre a enfermidade e a fé”, destaca.
Pe. Sala pontua também que, além de recordar esse aspecto do Evangelho, a celebração do Dia do Doente também se une à mensagem enviada anualmente pelo Papa por ocasião do Dia Mundial do Enfermo, que será lembrada durante as missas. Ao final das duas celebrações, será realizado o sacramento da unção dos enfermos, destinado a pessoas que enfrentam algum tipo de sofrimento. “Podem buscar o sacramento todos aqueles que passam por um momento de dor ou de fragilidade, seja física, emocional ou espiritual, por conta de alguma doença ou até mesmo pelo peso da idade”, explica.
Enfermidade e fé
A relação entre enfermidade e fé é um tema que aparece com frequência tanto na Bíblia quanto na experiência cotidiana da Igreja. “Nas curas de Jesus, normalmente ele dizia: ‘vai em paz, a tua fé te curou’”, recorda pe. Sala. Segundo ele, inclusive no campo da medicina há reconhecimento da importância da espiritualidade. “Hoje está comprovado que a espiritualidade, quando bem conduzida, cura, liberta ou ao menos ameniza a dor”, afirma.
No cotidiano do Santuário de Fátima, essa realidade se manifesta na procura constante de pessoas em situação de sofrimento. “É muito comum percebermos aqui no santuário a busca de tanta gente que vive momentos assim e sai transformada”, observa o padre.
Para ele, mais do que o gesto em si, o que gera transformação é a abertura interior de quem busca a fé. “A gente às vezes se pergunta o que foi: se foi a bênção, se foi o padre. Mas, na verdade, foi a fé desta pessoa que acolheu a graça de Deus presente nessa mesma fé”, conclui, ao reiterar o convite à a comunidade para que participe das celebrações desta quarta-feira, às 15h e às 18h30 no Santuário de Fátima.