CPMI do INSS aprova quebra de sigilo bancário e fiscal do filho de Lula

Comissão investiga suspeitas de desvios em benefícios de aposentados; filho do presidente é citado como possível beneficiário do esquema.

Por Redação Publicado em há 5 horas

A CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira (26) a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A comissão investiga suspeitas de desvios em repasses de benefícios a aposentados e pensionistas.

O nome de Lulinha foi citado como possível beneficiário do esquema apurado na Operação Sem Desconto, embora ele ainda não seja alvo formal da investigação da Polícia Federal. Há menções que o apontam como suposto “sócio oculto” de Antonio Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”.

Foto: Reprodução

Antunes é apontado como intermediador do esquema, acusado de receber valores descontados indevidamente de beneficiários e repassar parte dos recursos a servidores do instituto.

O pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha foi apresentado pelo relator da CPI, deputado Alfredo Gaspar (União-AP).

Com a medida, a comissão poderá acessar extratos, movimentações financeiras, declarações de Imposto de Renda e contratos, para verificar possíveis repasses recorrentes, como a suposta “mesada” de R$ 300 mil.

Em depoimento à Polícia Federal, Edson Claro, ex-funcionário de Antonio Camilo Antunes, afirmou que Lulinha recebia uma “mesada” de R$ 300 mil. O valor também aparece em mensagens entre Antunes e a empresária Roberta Luchsinger, nas quais ele menciona o repasse ao “filho do rapaz”.

O presidente Lula declarou que, caso haja irregularidades, o filho deverá “pagar o preço”. Além de Lulinha, o irmão do presidente, Frei Chico, presidente do Sindnapi, também é citado no contexto das investigações. Entre 2020 e 2024, os repasses do INSS ao sindicato cresceram 564%, o que colocou a entidade na mira da oposição na comissão.

* Com informações da CNN Brasil