Como famílias podem equilibrar o uso de telas nas férias escolares

Especialista em educação digital traz orientações e dicas para estabelecer limites e fortalecer o diálogo com crianças e adolescentes

Por Mari Alves - Assessoria de Imprensa Codifica Publicado em há 5 horas

Nas férias escolares, aumenta o tempo que os jovens passam diante das telas e, com ele, a preocupação de famílias e educadores. Para a Codifica, edtech especializada em educação digital e formação de professores, o período de recesso pode ser mais do que um motivo de alerta: é também uma oportunidade estratégica para fortalecer vínculos e construir rotinas digitais mais equilibradas.

Dados internacionais colocam o Brasil entre os países com maior tempo médio diário de exposição a dispositivos digitais, ultrapassando nove horas por dia. Na avaliação da pedagoga e analista de marketing da Codifica, Kátia Vielitz, a abordagem mais eficaz não passa pela simples proibição, mas pela oferta de alternativas reais no cotidiano. “Atividades como brincar junto, incentivar a leitura, propor jogos coletivos, estimular a prática de esportes, envolver crianças e adolescentes em tarefas domésticas e planejar passeios em família ajudam a equilibrar o tempo online e offline”, destaca.

Outro ponto central ressaltado pela especialista da Codifica é o papel do exemplo dos adultos. “Crianças e adolescentes observam como pais e responsáveis usam o celular. O comportamento adulto educa mais do que qualquer regra”, reforça Kátia.

Foto: StockSnap/ Pixabay

Limites com recursos tecnológicos

Ferramentas de controle de tempo de tela e supervisão podem ser aliadas importantes no apoio à autorregulação de crianças e adolescentes. No TikTok, por exemplo, responsáveis podem utilizar recursos como o Family Pairing para definir limites de uso diário, bloquear o acesso em horários específicos e acompanhar interações das contas.

No Instagram, há ferramentas voltadas à supervisão de contas de menores, incluindo limites de tempo e notificações de bem-estar que incentivam pausas no uso. Já nos próprios sistemas operacionais, o Google Family Link, no Android, permite definir limites diários de tempo de tela, programar períodos de descanso e gerenciar aplicativos individualmente, contribuindo para a criação de rotinas mais equilibradas.

“Esses recursos podem apoiar a construção de hábitos saudáveis, mas funcionam melhor quando combinados com conversas abertas sobre motivos, escolhas e limites. Ensinar crianças e adolescentes a reconhecer riscos, compreender consequências e equilibrar o uso da tecnologia preparam para uma realidade em que o digital faz parte da vida social, educacional e profissional”, explica Kátia.

Foto: mirkosajkov/Pixabay

Dicas para um uso saudável das telas

* Estabeleça limites claros e combinados

Defina horários sem celular, como durante as refeições ou antes de dormir. Esses acordos ajudam a criar rotinas mais equilibradas e favorecem a autorregulação.

* Crie experiências fora da tela

Planeje atividades que deem sentido ao tempo offline, como esportes, passeios, brincadeiras, projetos em família ou novos hobbies.

* Converse com curiosidade e sem julgamento

Pergunte o que seu filho faz online, quais aplicativos utiliza e com quem interage. A escuta aberta fortalece a confiança e amplia a proteção.

Guia oficial como referência


A Codifica também recomenda o guia “Crianças, Adolescentes e Telas”, do Governo Federal, que orienta famílias, escolas e educadores sobre o uso equilibrado e responsável das tecnologias digitais. O documento reforça que o cuidado no ambiente digital é uma responsabilidade compartilhada entre família, escola, empresas e poder público.