Como aparelhos de medição se tornam aliados da qualidade de vida de pacientes oncológicos

Tecnologia domiciliar ajuda a ampliar conforto, autonomia e segurança durante o tratamento

Por Assessoria Publicado em 11/02/2026 09:28 - Atualizado em 11/02/2026 09:42

Com a projeção de quase 781 mil novos casos de câncer por ano no Brasil entre 2026 e 2028, segundo dados atualizados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o debate sobre o cuidado oncológico ganha novos contornos, especialmente na Região Sul, onde predominam tumores associados ao envelhecimento da população e ao estilo de vida urbano.

Nesse cenário, em que o câncer de mama já atinge cerca de 77 casos a cada 100 mil habitantes na região Sul do país, soluções de saúde domiciliar passam a desempenhar um papel estratégico no acompanhamento de pacientes, ajudando a reduzir idas recorrentes ao hospital e oferecendo mais conforto, autonomia e segurança ao longo do tratamento.

Segundo dados do SUS, os casos de câncer entre pessoas de 18 a 50 anos cresceram 284% entre 2013 e 2024, reforçando a necessidade de práticas que ampliem a qualidade de vida durante o tratamento oncológico. O avanço da tecnologia tem permitido que dispositivos simples, usados em casa, contribuam de forma efetiva tanto para o bem-estar do paciente quanto para a precisão do acompanhamento médico.

Foto: Freepik

Para Pedro Henrique, diretor de marketing e produto da G-TECH, o papel desses aparelhos vai além da medição de dados clínicos. “O objetivo não é apenas medir números, mas transformar esses dispositivos em instrumentos de bem-estar. Quando o paciente se sente no controle da própria saúde, o tratamento se torna menos pesado emocionalmente”, afirma.

Cuidados com o coração

Muitos medicamentos quimioterápicos e terapias-alvo podem causar oscilações na pressão arterial, o que é conhecido como hipertensão induzida. Por isso, ter um aparelho de pressão arterial digital em casa permite o monitoramento preventivo.

* Braço vs. Pulso: Enquanto os de braço são frequentemente citados como o padrão ouro pela Sociedade Brasileira de Cardiologia por sua estabilidade, os de pulso oferecem conveniência extrema para pacientes com mobilidade reduzida ou sensibilidade cutânea no braço devido a cateteres.
* Valor Preventivo: Detectar uma crise hipertensiva precocemente evita idas desnecessárias à emergência, permitindo ajustes medicamentosos via telemedicina.

Sentinela contra a neutropenia - Para um paciente com câncer, a febre não é apenas um incômodo; é um sinal de alerta crítico. A neutropenia febril, que ocorre quando há queda dos glóbulos brancos, exige ação imediata, o que torna essencial o monitoramento da temperatura por termômetro.

* Digital e Infravermelho: Os modelos infravermelhos de testa ganharam destaque pela rapidez e por não exigirem contato físico, o que é ideal para pacientes com a imunidade muito baixa - imunossuprimidos.
* Visão do Especialista: Pedro Henrique ressalta que a agilidade do infravermelho reduz o estresse do monitoramento constante, transformando a checagem em um hábito natural e menos invasivo

Fôlego extra na recuperação 

A saturação de oxigênio é um indicador vital da função pulmonar, especialmente em pacientes que passaram por cirurgias torácicas ou enfrentam fadiga extrema.

* Uso Prático : O oxímetro ajuda a distinguir se o cansaço é uma fadiga oncológica comum ou se há uma hipóxia real que necessita de oxigênio suplementar.
* Dados: Estudos indicam que o automonitoramento da saturação aumenta a percepção de segurança do paciente em até 40%, reduzindo a ansiedade, que é um gatilho para a falta de ar subjetiva.

O papel do umidificadores de ar

O tratamento oncológico muitas vezes resseca as mucosas, e o aparelho deixa de ser um item de "conforto sazonal" e se torna terapêutico.

* Prevenção: Manter a umidade entre 40% e 60% ajuda a prevenir sangramentos nasais e irritações na garganta, sintomas comuns em pacientes que fazem radioterapia de cabeça e pescoço.
* Bem-estar: Um ambiente com ar controlado melhora a qualidade do sono, fator essencial para a regeneração celular e resposta imunológica.

"Integrar esses dispositivos no cotidiano é dar ao médico um diário clínico preciso e ao paciente a tranquilidade de que ele está sendo vigiado pela ciência, mesmo enquanto descansa em seu sofá", conclui Pedro Henrique.