Como a tecnologia está ajudando a salvar vidas em situações de desastre

Especialista da Defesa Civil Nacional mostrou como o uso de drones e do geoprocessamento acelera o monitoramento de áreas de risco, qualifica a resposta a desastres e fortalece a reconstrução de regiões atingidas por eventos climáticos extremos.

Por Redação/Comunicação PME Publicado em há 4 horas

Tecnologia que salva vidas esteve no centro dos debates do 1º Clima Summit neste sábado (1º), em Erechim. Durante o Painel 4, especialistas mostraram como o uso de drones e do geoprocessamento está revolucionando a atuação da Defesa Civil, tornando o monitoramento de áreas de risco, a avaliação de danos e o planejamento das ações de resposta mais rápidos, precisos e eficientes diante de desastres naturais.

A palestra "Operação de Drone e Geoprocessamento Aplicado à Defesa Civil" foi ministrada por Ademar Lopes, coordenador de Recuperação, Habitação e Requalificação da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. Engenheiro civil, especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho e com mais de 20 anos de experiência no serviço público, o palestrante compartilhou conhecimentos adquiridos em algumas das maiores operações de resposta a desastres já realizadas no país.

Durante a apresentação, Ademar destacou que a tecnologia deixou de ser apenas um recurso complementar para se tornar uma ferramenta estratégica na proteção da população. Segundo ele, drones e sistemas de geoprocessamento permitem identificar áreas de risco, mapear os impactos com alto grau de precisão e fornecer informações essenciais para que as equipes tomem decisões rápidas e eficazes.

"A tecnologia é uma aliada indispensável da Defesa Civil. Ela permite identificar áreas de risco, mapear os danos com maior precisão e subsidiar decisões rápidas, contribuindo para salvar vidas e tornar a reconstrução mais eficiente", afirmou.

Experiência em grandes tragédias fortalece debate

O conhecimento apresentado no Clima Summit é resultado da atuação direta de Ademar Lopes em algumas das maiores ocorrências climáticas e desastres naturais dos últimos anos. Entre elas estão as enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul, as fortes chuvas no Espírito Santo, o tornado em Rio Bonito do Iguaçu (PR), os temporais com granizo em Erechim e as chuvas intensas na Zona da Mata Mineira.

Em 2026, o especialista também integrou a missão humanitária brasileira enviada à Venezuela para atuar na avaliação de danos estruturais provocados pelos terremotos que atingiram o país.

De acordo com o coordenador, essas experiências demonstram que investir em tecnologias de sensoriamento remoto e georreferenciamento significa ampliar a capacidade de resposta das equipes técnicas, reduzir riscos e oferecer atendimento mais rápido e eficiente às comunidades afetadas.

Conhecimento para preparar cidades e proteger pessoas

O 1º Clima Summit – Treinamento de Resposta a Desastres e Encontro de Voluntários segue até domingo (2), no Polo de Cultura, no Parque da ACCIE, reunindo especialistas, gestores públicos, agentes da Defesa Civil e voluntários em uma ampla programação voltada ao fortalecimento da prevenção, da resposta e da reconstrução diante dos eventos climáticos extremos.

Promovido pela Força Voluntária Alto Uruguai, em parceria com a Prefeitura de Erechim, por meio da Secretaria Municipal de Gestão e Governança e da Defesa Civil, o evento consolida-se como um espaço de troca de experiências, inovação e capacitação, reforçando que conhecimento, planejamento e tecnologia são ferramentas fundamentais para proteger vidas e construir comunidades mais preparadas para os desafios impostos pelas mudanças climáticas.

Fotos: Georgia Spilka – Comunicação PME