Chuva extrema já provoca estragos em 143 cidades gaúchas e força famílias a deixarem suas casas

Mais de 200 pessoas foram afetadas diretamente entre desalojados e desabrigados, enquanto rios seguem acima da cota de inundação em diversas regiões do Estado. Defesa Civil mantém alerta para risco de novas inundações.

Por Redação Publicado em há 6 horas

O Rio Grande do Sul segue enfrentando os efeitos de um dos períodos mais críticos de instabilidade climática dos últimos dias. O volume excepcional de chuva provocou alagamentos, bloqueios de estradas, queda de árvores e estruturas, além de inúmeros transtornos em diversas regiões do Estado. Conforme balanço divulgado nesta quarta-feira (22) pela Defesa Civil Estadual, 143 municípios já registraram prejuízos causados pelos temporais.

Os danos são consequência da combinação de chuvas intensas, vendavais e queda de granizo, que atingiram cidades de diferentes regiões gaúchas. Até o momento, 155 pessoas estão desalojadas e 51 permanecem desabrigadas, dependendo de apoio do poder público e da solidariedade das comunidades para enfrentar os impactos. 

Foto: Prefeitura de Marau

Além dos prejuízos às famílias, o mau tempo também comprometeu a mobilidade. Rodovias foram parcialmente interditadas por alagamentos, deslizamentos e quedas de barreiras, dificultando o deslocamento de moradores e o trabalho das equipes de emergência.

Foto: Lagoa Vermelha/Defesa Civil

 A força da água levou uma casa inteira em Bento Gonçalves.

O registro impressiona: uma residência localizada na comunidade de Linha Alcântara foi arrastada pela correnteza do Rio das Antas após o aumento do nível do rio provocado pelas fortes chuvas.

Felizmente, não havia ninguém dentro do imóvel no momento do desabamento. As equipes seguem monitorando os impactos causados pelo mau tempo na região. 

Reprodução

A situação é considerada mais crítica nos vales do Taquari e do Caí, onde a Defesa Civil emitiu alertas de risco hidrológico devido à elevação dos rios acima da cota de inundação. As regiões Norte, Noroeste, Central e Fronteira Oeste também concentram grande parte das ocorrências. As autoridades seguem monitorando o cenário e orientam a população a acompanhar os avisos oficiais, evitar áreas alagadas e acionar os serviços de emergência em caso de risco.