SAÚDE

Casos de sarampo em outros Estados colocam Rio Grande do Sul em alerta

RS não registra casos neste ano, mas surto ativo em São Paulo e avanço da doença nas Américas aumentam risco de reintrodução do vírus; vacinação segue como principal forma de prevenção

Por Redação AU/Assessoria Publicado em há 10 horas

O Rio Grande do Sul reforçou a vigilância contra o sarampo diante do aumento de casos no Brasil e em outros países. Embora o Estado não tenha registrado confirmações da doença neste ano, um alerta epidemiológico orienta os serviços de saúde a redobrarem a atenção para casos suspeitos, com identificação precoce, notificação imediata e adoção rápida de medidas de controle.

Divulgação OMS

A preocupação aumentou principalmente por causa da situação em São Paulo. Desde o início de junho, o Brasil confirmou casos importados e relacionados à importação, e há um surto ativo no Estado paulista. Mais de 20 casos já foram registrados nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Outros episódios registrados anteriormente em São Paulo e no Rio de Janeiro foram considerados encerrados.

No território gaúcho, os últimos casos confirmados ocorreram em 2024 e 2025. Conforme o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), todos estavam relacionados a pessoas com histórico de viagem à Ásia ou aos Estados Unidos. Não houve transmissão para outras pessoas a partir desses registros.

Américas têm maior número de casos em 22 anos

O cenário internacional ajuda a explicar o reforço da vigilância. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam crescimento de 12% nos casos confirmados de sarampo no mundo até julho, na comparação com o mesmo período de 2025.

Nas Américas, a situação chama ainda mais atenção: são mais de 47 mil casos registrados em 17 países e 44 mortes, o maior número observado na região nos últimos 22 anos. Guatemala, México, Estados Unidos e Peru concentram 95% das confirmações.

O Brasil recebeu, em novembro de 2024, a certificação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) como país livre da circulação endêmica do vírus. Isso, porém, não impede a entrada de casos trazidos do exterior nem a formação de novos focos quando uma pessoa infectada encontra grupos com baixa cobertura vacinal.

Vacinação é principal proteção

Por isso, a orientação é verificar a situação vacinal, especialmente antes de viagens para locais onde há circulação do vírus. A vacina é a principal medida de prevenção contra o sarampo e também reduz a possibilidade de um caso importado dar origem a uma cadeia de transmissão.

Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa. Diante de um caso suspeito, a rapidez na identificação e na comunicação aos órgãos de vigilância é fundamental para localizar contatos e interromper uma eventual transmissão. No Rio Grande do Sul, o alerta neste momento é preventivo: não há casos confirmados em 2026, mas o avanço da doença fora do Estado aumenta o risco de o vírus voltar a circular.

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