Botijão de gás pode ficar até R$ 12 mais caro a partir de setembro

Um dos principais motivos apontados para o reajuste é o dissídio coletivo dos trabalhadores do setor, que estabeleceu novos pisos salariais e benefícios para os funcionários.

Por Redação Publicado em há 3 horas

O preço do gás de cozinha deve pesar um pouco mais no bolso dos consumidores a partir de 1º de setembro de 2026. O reajuste anunciado pelo setor ocorre em um cenário de aumento dos custos operacionais das empresas que atuam na distribuição e comercialização do GLP (gás liquefeito de petróleo).

Para o consumidor, a estimativa é de que o botijão de 13 kg fique entre R$ 5 e R$ 12 mais caro, dependendo da região e da política de preços adotada por cada revendedora. 

Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

Dissídio dos trabalhadores está entre os principais fatores

Um dos principais motivos apontados para o reajuste é o dissídio coletivo dos trabalhadores do setor, que estabeleceu novos pisos salariais e benefícios para os funcionários.

O reajuste anual da categoria, promovido no âmbito das negociações envolvendo o setor, aumenta os custos com mão de obra e, consequentemente, impacta as despesas das empresas responsáveis pela distribuição e venda do gás.

Além do impacto direto sobre a folha de pagamento, as empresas também enfrentam a necessidade de recompor suas margens operacionais para absorver a elevação dos custos fixos.

Transporte e logística também pressionam os preços


O valor pago pelo consumidor não é formado apenas pelo custo do GLP. A cadeia de comercialização envolve uma série de despesas, desde o armazenamento até a chegada do botijão à residência.

Entre os custos estão fretes, transporte, manutenção da frota, armazenamento, tributos e manutenção das estruturas de distribuição.

Também foram citados aumentos relacionados aos processos de envase, além de adequações necessárias para atender normas de segurança e procedimentos operacionais.

Mercado de GLP enfrenta cenário desafiador


Outro fator apontado pelo setor é o atual cenário do mercado de GLP, considerado desafiador para as empresas. Entre os elementos citados está a política de leilões adotada pela Petrobras, que influencia as condições de aquisição e comercialização do produto.

Diante desse conjunto de fatores, as distribuidoras e revendedoras buscam recompor custos e preservar a operação, o que acaba refletindo no preço final pago pelo consumidor.