Banco Central estuda Pix internacional e novas medidas de segurança

Sistema poderá ser integrado a redes de pagamentos de outros países e ganhar recursos como Pix offline, garantia para crédito e inteligência artificial contra fraudes.

Por Redação/Agência Brasil Publicado em há 10 horas

O Banco Central (BC) estuda interligar o Pix a sistemas de pagamentos de outros países e a redes multilaterais de pagamentos instantâneos. A proposta pode permitir remessas internacionais e compras no exterior com o dinheiro disponibilizado em moeda local em poucos segundos, além de reduzir custos das transações.

As novidades fazem parte da agenda apresentada no Relatório de Gestão do Pix 2023-2025. Entre os projetos também estão o Pix por aproximação offline, sem necessidade de internet, o Pix Automático como alternativa ao débito em conta e a possibilidade de utilizar futuros recebimentos via Pix como garantia para financiamentos.

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Reforço contra fraudes

O BC também prepara oito medidas para aumentar a segurança do sistema, incluindo critérios mínimos para identificar transações suspeitas e a criação de um indicador de probabilidade de fraude, calculado em tempo real com uso de inteligência artificial.

Outra mudança em estudo é o aprimoramento da troca de informações entre instituições financeiras para agilizar bloqueios cautelares e aumentar a eficiência na identificação de operações fraudulentas.

O BC ainda analisa medidas para combater o uso abusivo do campo de mensagens do Pix, que tem sido utilizado para ofensas, ameaças e intimidações.

Pix também está no centro de disputa com os EUA


O sistema brasileiro também entrou no radar do governo dos Estados Unidos. O governo de Donald Trump já classificou o Pix como uma suposta prática desleal no mercado financeiro brasileiro, argumento contestado pelo governo brasileiro.

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliam que o interesse americano também estaria relacionado ao fato de o Pix representar uma infraestrutura nacional de pagamentos que reduz a dependência de estruturas financeiras sob influência dos Estados Unidos.