MAIO LARANJA

ARATIBA: Peça teatral reflete violência sexual contra crianças e adolescentes

Proposta integra ações do Maio Laranja, mês voltado ao debate sobre o tema

Por Redação VL Publicado em há 9 horas

Em um momento marcado pela emoção, reflexão e conscientização, estudantes das redes pública municipal e estadual, além de adolescentes atendidos pelo Serviço de Convivência da Secretaria de Assistência Social e CRAS de Aratiba, participaram na manhã desta quinta-feira (14) de uma atividade que vai muito além do entretenimento. A apresentação teatral Memórias de Nina trouxe ao palco um tema delicado, urgente e necessário: o combate ao abuso e à violência sexual contra crianças e adolescentes.

Interpretado pela atriz Gabriele Dors, o monólogo emocionou o público ao abordar, de forma sensível e impactante, situações de violência vividas na infância e adolescência. A peça, dirigida por Fabiano Tadeu Grazioli, da Dueto Produções Culturais e Artísticas, utiliza a arte como instrumento de informação, acolhimento e prevenção, criando um espaço de escuta, identificação e conscientização entre os jovens.

A atividade integra a programação do Maio Laranja, campanha nacional de enfrentamento à violência sexual contra menores de idade, promovida pela Administração Municipal por meio da Secretaria de Assistência Social. A iniciativa busca fortalecer o diálogo sobre o tema e incentivar crianças e adolescentes a reconhecer sinais de violência, buscar ajuda e romper o silêncio.

Para a secretária de Assistência Social, Cristina Machado, falar sobre prevenção é uma responsabilidade coletiva. “Essa é uma realidade que infelizmente ainda faz parte da nossa sociedade e não pode ser ignorada. Precisamos orientar, conscientizar e proteger nossas crianças e adolescentes. Quando usamos a arte e atividades lúdicas para abordar temas tão difíceis, conseguimos alcançar os jovens de forma mais profunda, humana e transformadora”, destacou.

Mais do que uma apresentação teatral, Memórias de Nina se transformou em um poderoso convite à reflexão, ao cuidado e à proteção da infância — lembrando que informação, diálogo e acolhimento podem salvar vidas.