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Tânia Rego/Agência Brasil
Saúde
Queiroga anuncia estudo de 3ª dose para quem tomou CoronaVac
Ministro da Saúde disse que não há dados sobre duração da imunidade desta vacina, o que justifica pesquisa
R7
por  R7
28/07/2021 14:10 – atualizado há 30 segundos
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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou nesta quarta-feira (28) que a pasta vai patrocinar um estudo de dose de reforço para indivíduos que tomaram a CoronaVac há mais de seis meses.

A pesquisa será feita com cerca de 1.200 voluntários e terá a coordenação da professora da Universidade de Oxford e da Universidade de Siena Sue Ann Costa Clemens, que conduziu os estudos da vacina AstraZeneca no Brasil.

Queiroga salientou que este trabalho não terá participação do Instituto Butantan, detentor dos direitos comerciais e da produção da CoronaVac no Brasil.

"Essa vacina nós não temos uma publicação na literatura detalhada acerca de sua efetividade", justificou o ministro em conversa com jornalistas.

Trabalhos científicos recentes feitos no Chile e na China sugerem que há um declínio do título de anticorpos conferidos pela CoronaVac seis meses após a segunda dose.

Sue Ann acrescentou que haverá quatro grupos, sendo que um receberá a terceira dose da CoronaVac. Os outros receberão reforços da Pfizer, AstraZeneca ou Janssen.

"Vamos comparar qual a vacina que dá o melhor reforço em relação ao título de anticorpos."

O estudo será conduzido em dois centros, em São Paulo e Salvador, e deve ter início em duas semanas, segundo a professora. O Conep (Conselho de Ética em Pesquisa) já deu o aval para o trabalho.

A previsão é que o grupo de pesquisadores tenha resultados já em novembro que vão servir de suporte para o Ministério da Saúde, afirmou Sue Ann.

"Isso acredito que seja a preocupação principal do ministério, saber se realmente essas pessoas que são as mais vulneráveis, que foram vacinadas no início do ano — profissionais da saúde e idosos — vão estar vulneráveis novamente no fim do ano. Então, a ideia é que nós possamos gerar dados para que o ministério possa estar implementando uma nova estratégia de vacinação, caso seja necessária, ainda no final deste ano."

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