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Reprodução/AU
Rio Grande do Sul
Primeiras impressões
Leandro Vesoloski - Jornalista e Colunista do AU
Leandro Vesoloski
por  Leandro Vesoloski
10/02/2021 17:55 – atualizado há 3 meses
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Aguardei ansioso a construção deste espaço para traçar algumas percepções sobre Erechim com o olhar de quem nasceu neste chão e deixou a cidade por algum tempo. Dizem que quem vê de fora, enxerga melhor e com esta possibilidade usarei desta coluna digital para desnudar algumas situações que acompanharei em terra bota amarela.

Poder Legislativo

A segunda sessão extraordinária do ano revelou algumas situações inesperadas para alguns e previsíveis para outros.

Vale destacar ao menos duas situações que ficaram evidentes e que deverão render ao longo desta legislatura. Primeiro foi o clima hostil entre os edis que se alfinetaram durante seus pronunciamentos e segundo foi o posicionamento de um vereador da base aliada do governo se abstendo em um importante projeto apreciado em plenário.

Clima quente

O clima esquentou e por pouco a chapa não ferveu na Câmara de Vereadores na tarde desta quarta-feira, 10. Parlamentares de situação e oposição se alfinetaram na discussão dos primeiros projetos encaminhados pelo Executivo. A “gentil troca de afagos” via tribuna na casa do povo ocorreu entre os vereadores Ale Dal Zotto (PSB) e André Jucoski (PDT).

O Trabalhista lembrou o colega que a roda política gira, e que o partido de Dal Zotto já ocupou a posição que o PDT ocupa hoje. Dal Zotto quis se justificar e pediu um espaço na fala de André que foi negado.

O vereador não deixou barato e atacou o partido de Jucoski dizendo que o PDT morreu quando morreu Leonel de Moura Brizola. Disse também que em Erechim o partido é uma agremiação de direita.

Ao entrar em um debate que fugiu do campo das ideias, “faltou cancha” aos vereadores que já possuem pelo menos quatro anos de experiência no parlamento municipal. Melhor que André Jucoski tratou de encerrar a celeuma.

O episódio ainda deve render.

Oposição na trincheira

Ficou claro também que os republicanos terão trabalho para manter-se fechados com o governo. A abstenção do Vereador Anax Pezzin no projeto que tratava da contratação de até 175 professores pelo município já era previsível pelos governistas. O vereador que compõe a base do governo já havia solicitado via pedido de informações, detalhes dos custos ao município.

Anax questionou se a compra de vagas na rede privada não teria um custo menor aos cofres públicos do que o aluguel da estrutura da escola Barão do Rio Branco e contratação de servidores. O vereador apresentou um cálculo e optou por abster-se da votação.

Conversa de compadres

É possível que o fato gere uma conversa de compadres. Polis e Ernani que além de Secretário de Desenvolvimento é presidente do partido de Anax, deverão discutir o assunto de perto, afinal o Republicanos ocupa espaço no governo e o mínimo que o Executivo espera é o apoio em suas ações.

Ritmo de trabalho

Recentemente Polis fez a análise de seu primeiro mês de governo e disse que o ritmo foi intenso.

Para quem olha de fora, é perceptível a olho nu a mudança na forma de trabalho do governo anterior e do atual. Além de imprimir um ritmo mais frenético nas ações, Polis não tem se furtado de assuntos espinhosos. Um exemplo disso foi a greve dos garis. O problema era entre a empresa e os colaboradores, mas o prefeito não deixou de atender os coletores e ouviu a todos, firmando um compromisso de buscar a solução do problema.

Corpo Técnico

Acertou em cheio o governo municipal ao guindar funcionários de carreira a cargos do primeiro escalão. Uma grata surpresa nesta gestão é o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Secretário Cristiano Moreira frente a secretaria de Meio Ambiente.

Moreira trata com muita técnica os assuntos pertinentes a sua pasta. Sobre a questão do descarte clandestino de lixo em Erechim apontada em reportagem do Portal AU Online, Moreira disse o que o município poderia fazer sem querer agradar quem quer que fosse. “Enquanto sociedade não temos solução para todo esse descarte clandestino. Parte desses resíduos podemos recolher e outros como sofás e móveis em geral não temos condições de recolher e nem destinação para isso”, afirmou o secretário falando do alto da sua experiência de mais de 20 anos como servidor público. Talvez não seja o que o povo queira ouvir, mas não poderia se esperar outra coisa de um técnico da área.

Leandro Vesoloski é jornalista e colunista do AU.  

Registro Profissional: MTE 17921

E-mail : leandro@auonline.com.br

Fone WhatsApp 54 9 9115 1403

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