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Saúde
Pfizer planeja ter mais de 1,3 bilhão de vacinas contra Covid em 2021
Para este ano, previsão é de 50 milhões de doses de vacina
Rádio Guaiba
por  Rádio Guaiba
12/11/2020 22:18 – atualizado há 38 segundos
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A farmacêutica Pfizer espera obter o registro da vacina contra a Covid-19 na Food and Drug Administration (FDA, agência do Departamento de Saúde dos Estados Unidos) em dezembro, permitindo iniciar a vacinação nos Estados Unidos ainda neste ano. Ao participar de um simpósio online promovido pela Academia Nacional de Medicina, o presidente da companhia no Brasil, Carlos Murillo, adiantou que 50 milhões de doses estarão disponíveis já neste ano, e o total para o ano que vem chega a 1,3 bilhão de doses, para todo o mundo.

“No caso do Brasil, ainda estamos trabalhando fortemente com o governo brasileiro para tentar acelerar a disponibilidade o mais rápido possível”, disse Murillo, que explicou que a empresa e o governo seguem em negociação. A previsão da Pfizer é de que os requisitos exigidos pela agência reguladora americana para completar a solicitação de registro devem ser cumpridos na terceira semana de novembro. A partir daí, a avaliação da FDA deve durar cerca de um mês e a concessão do registro de uso emergencial seja feita ainda em 2020.

Foto: Divulgação / CP

Refrigeração

A tecnologia inédita da vacina Pfizer/Biontech, de RNA mensageiro, porém, representa um desafio para a logística: as doses exigem refrigeração em freezers muito mais potentes que os disponíveis em postos de vacinação. Para contornar o problema, a farmacêutica trabalha com parceiros para desenvolver uma embalagem especial que, apenas com gelo seco, consegue conservar a vacina a menos 70 graus centígrados (°C) por até 15 dias.

“Os avanços da ciência estão sendo vistos na parte da vacina e também na parte logística”, disse Murillo, que já apresentou a embalagem ao governo brasileiro. “Não é um tema simples e tampouco resolve a logística, mas muda muito o esquema de pensar que um país precisaria, para cada centro de vacinação, ter um ultrafreezer”.

A proposta da farmacêutica é negociar as embalagens junto com as vacinas, para que possam ser entregues dessa forma nos postos de vacinação. Depois da retirada dessa caixa, a vacina pode ficar em um refrigerador comum por até cinco dias.

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