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Santa Catarina
Mais uma semana de indefinições em SC
Por Ivan Ramos diretor executivo da Fecoagro
Ivan Ramos - Dir. Fecoagro-SC
por  Ivan Ramos - Dir. Fecoagro-SC
12/10/2020 16:11 – atualizado há 2 minutos
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E lá se passou mais uma semana, com muitas indefinições políticas em SC. Aliás, como se diz na gíria, essa semana voou. Parece que com a pandemia ainda presente, os dias voam, mas as alterações dos quadros, pouco mudou. Isso na economia, ou na política. Para o setor agropecuário, após o resultado da safra considerado positivo em termos de clima, produtividade e rentabilidade, surge perspectiva negativa para a próxima safra: a insuficiência de chuvas, especialmente na região oeste e isso começa a preocupar os produtores que já plantaram ou que estão prestes a plantar a safra de verão. A estiagem está afetando os trabalhos é já existe preocupação para aqueles que já plantaram no extremo-oeste.

O setor está tendo que explicar que nem tudo que provocou aumento de preços dos alimentos na ponta final, ou seja, ao consumidor, significa ganhos para os produtores. Sempre é bom lembrar que a elevação do preço do leite, do óleo de soja, do feijão e do arroz, por exemplo, não necessariamente é vantagem ao agricultor. Junto com o aumento dos preços dos produtos ao consumidor tem a elevação dos custos dos insumos utilizados para o plantio. Produzir leite ou carnes precisa de milho e soja, e esses grãos estão nas alturas, não tanto pelo produto em si, mas pela elevação do dólar que puxa os preços para cima. Alegrias de alguns, tristezas de outros.

Enquanto o produtor de grãos tem vantagens com o câmbio alto, os importadores de insumos agrícolas e os consumidores de milho e soja para fabricação de ração têm seus preços elevados. Dessa forma os custos vão sendo repassados, e a consequência é elevação para o consumidor, sem necessariamente ser vantagem ao produtor. Mas mesmo com essas discrepâncias de preços, o agricultor de modo geral teve vantagens nesse ano, muito mais pelo aumento de produtividade devido ao aumento de tecnologias, do que pelo preço dos produtos, pois os custos de produção estão atrelados, e anulam os ganhos.

Na esfera política estadual, o clima está quente como no tempo nessa primavera. Continuam as indefinições. Os processos contra o governador e a vice continuam tramitando; o presidente da Assembleia Legislativa tendo que dar explicações sobre as denúncias do Ministério Público e da Polícia Federal; a equipe do governo não sabe se continua no Poder, e vida política estadual, em compasso de espera. Em cima das eleições municipais, onde a pandemia mudou a forma de fazer campanha, o ano de 2020 parece que vai acabar bem diferente do que foi planejado no ano passado.

O agronegócio e o cooperativismo continuam trabalhando à margem de tudo isso, mas não deixando de sentir os reflexos do que o estado e o país passam nesse momento conturbado. Temos que nos contentar com a esperança de que dias melhores virão, usando aquele chavão de conhecimento geral: “Depois da tempestade vem a bonança”. Assim esperamos. Pense nisso.

Ivan Ramos é Diretor Executivo da Fecoagro - Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina

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