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Agro
Fecoagro 45 anos – É nossa, mas não é só minha!
Por Ivan Ramos
Ivan Ramos/Fecoagro
por  Ivan Ramos/Fecoagro
14/09/2020 17:49 – atualizado há 28 segundos
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A Revista El Salvador, editada em Palmitos, está publicando uma edição especial comemorativa aos 45 anos de fundação da Fecoagro. Além de relatar as conquistas e ações dessa federação nessa trajetória cooperativista, também faz parte, artigos de diversas lideranças do agro em SC.

Eu fui convidado para escrever algo sobre esses 45 anos, pois como um dos fundadores da Fecoagro, tenho algumas coisas a relatar. Então escrevi o artigo a seguir:

“Unir as pessoas em torno de uma causa de interesse comum é uma atitude nobre, mas exige renúncia de interesses individuais, em benefício coletivo. Iniciativas de união sempre surgem quando alguma liderança tem visão de futuro, para não dizer, de sobrevivência. Em qualquer sociedade, sempre existe pessoas com espírito coletivo que se manifesta para liderar qualquer organização associativa. Unir pessoas diferentes, mesmo com propósitos similares já não é uma missão fácil, imagina unir empresas ou qualquer instituição jurídica. O interesse individual pode querer se sobrepor e prejudicar os resultados coletivos.

Foi com essa visão de futuro, e de propósito coletivo maior que surgiu a Fecoagro, sob a liderança de Aury Luiz Bodanese, figura impar, de tino comercial nato e invejável e de humildade reconhecida em todos os meios, empresariais, políticos e nas comunidades.

A Fecoagro no seu início em 1975 tinha objetivo bem definido: reunir as cooperativas para buscar quotas de exportação para colocar os produtos – na época a soja – no mercado internacional, missão não tão fácil como nos dias de hoje.

Não demorou muito para as cooperativas filiadas identificarem que essa organização poderia adentrar em outras atividades econômicas e sociais, visando buscar resultados comuns a todo o sistema cooperativo agropecuário estadual.

Avançou, ampliou o numero de associadas e os negócios, solidificou sua marca, conquistou mercados, mas também sofreu reveses empresariais, ao ponto de em 1981 ter sido afastada dos negócios, por ter perdido numa negociação internacional e que as cooperativas assumiram os prejuízos, como deve ser numa organização cooperativa.

Voltou mais tarde, novamente sob a batuta de Aury Bodanese, e totalmente reformulada, já com o aprendizado negativo, e começou a se destacar nas atividades do agronegócio nas ações que direta ou indiretamente interessavam aos agricultores cooperados das cooperativas associadas.

Construiu a indústria de processamento de fertilizantes, oferecendo garantia de qualidade e redução da intermediação na comercialização desse insumo, e tem sido a reguladora dos preços desse produto em SC, beneficiando não apenas os cooperados, mas todos os consumidores de fertilizantes em nosso estado.

Tem proporcionado economia às cooperativas nas aquisições conjuntas de insumos agrícolas e produtos de supermercados; tem sido parceira de longa data do governo do estado na canalização de incentivos aos pequenos produtores rurais na execução do Programa Troca-Troca ou Terra Boa, que beneficia anualmente mais de 70 mil famílias; e tem realizado um trabalho importante na área de comunicação, com premiação nacional, divulgando, conscientizando e valorizando o cooperativismo e o agronegócio nas diversas plataformas da mídia estadual e nacional. Além disso, a Fecoagro tem sido porta-voz das reivindicações do setor cooperativista agropecuário junto às esferas politicas e administrativas governamentais.

Executa ações que muitas vezes não são percebidas pelos beneficiários por ter se transformado rotina. Como dizia o líder Aury Bodanese, o cooperado somente vai sentir o valor e a importância de uma cooperativa, quando ela deixar de existir, o que aliás já tivemos exemplos em SC.

A Fecoagro da mesma forma. O trabalho que vem desenvolvendo nesses 45 anos de existência, somente será identificado por todos, se um dia ela deixar de existir.

Portanto, completar 45 anos de união, de integração num mundo capitalista e super disputado, onde o egoísmo e o individualismo das pessoas muitas vezes naturalmente se sobrepõe a razão e ao coletivo, é uma vitória que precisa ser comemorada. E nunca devemos esquecer que isso só é possível através da união e o reconhecimento de que, mesmo com nossas falhas, juntos sempre seremos mais fortes. A Fecoagro é nossa, mas não é só minha. Pense nisso”.

Ivan Ramos é Diretor Executivo da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina - Fecoagro

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