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Santa Catarina
A insegurança na pandemia continua
- Por Ivan Ramos
Ivan Ramos/Fecoagro
por  Ivan Ramos/Fecoagro
25/05/2020 08:44 – atualizado há 9 dias
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Se quiseres conhecer a pessoa, dai poder a ela. Essa frase vez por outra acontece na vida real em nosso meio. Quer no setor público, na política e até no privado e empresarial. Toda vez que se dá Poder para alguém decidir por sua livre escolha, sem ouvir o outro lado, acaba revelando a personalidade dessa pessoa e repercutindo no dia a dia, e, terá consequências econômicas a outras pessoas.

Os exemplos se sucedem quando as pessoas que decidem deixa subir à cabeça o poder do cargo que ocupa.

Nesse momento de pandemia, o fato também se sobressai. A liberação das operações no setor público sem necessidade de licitações para compras de equipamentos ou contratações de serviços, consequência do estado de calamidade pública no país,

tem facilitado para que as pessoas com Poder façam negócios escusos e os resultados estão ai na mídia, e não é só o caso de SC. Foi dado Poder aos gestores públicos e eles se revelaram pensando que podem tudo e que ninguém iria vigiar seus atos.

Essas irregularidades estão presentes em diversas esferas dos governos.

De outro lado, existem as deliberações talvez menos expressivas momentaneamente, mas que trarão consequências em médio e longo prazo. Por exemplo, mandar fechar agroindústrias sob o argumento que está espalhando o vírus, e sem ouvir o outro lado e nem outras autoridades do setor, é outra decisão de quem se acha dono do pedaço.

Além de causar prejuízos às empresas, nivela alguma situação pontual em situação geral, dando a entender que o vírus está sendo disseminado pelas agroindústrias como se todos estivessem burlando as normas.

Trata-se uma grande injustiça, haja vista que ninguém tem maior controle sanitário e obedecendo aos protocolos de segurança do que as agroindústrias. Não apenas agora na pandemia, mas sempre o fizerem por exigência dos mercados, e nesse momento muito mais rígidas, observando todas as normas determinadas pelos órgãos de saúde pública.

Uma decisão unilateral de qualquer autoridade pode ter consequências indesejadas, chegando ate no suprimento de alimentos, e prejuízos para os produtores que precisam atender um calendário intransferível no fornecimento de matéria prima para as agroindústrias atender o abastecimento interno e cumprir contratos internacionais. Fechar agroindústrias sem discussão com seus responsáveis pode se enquadrar como usurpação de autoridade. Deu-se poder a autoridade e ela se revela.

E ainda, não menos importante,e também cabe destacar a deliberação individual e inoportuna de determinados gestores em alguma empresa. Pelas denunciadas divulgadas devem ter ignorado algumas regras de seguranças. Também se trata de revelação egoísta, provocando desconfiança em todo o setor.

E por último, no meio da população também existem aqueles que se acham no direito de insistir em não obedecer às normas emanadas das autoridades responsáveis. Querem decidir por conta própria e isso tem levado a expansão do vírus aceleradamente.

Aqueles que achavam que o problema só afetaria aos outros, agora estão sentindo na carne as consequências. Quem dizia, por exemplo, que a doença não chegaria à região oeste teve que reconhecer que o vírus não tem fronteira. Ninguém gosta de ser controlado, mas em determinados momentos precisa ser feito para o bem de todos, superando atitudes individualistas e até prepotentes. Cada um deve fazer sua parte que tudo acabará bem. Pense nisso.

Ivan Ramos é Diretor Executivo da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina - Fecoagro

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