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Ciência
Cientistas detectam coronavírus no ar em ruas e prédios próximos a hospitais
Foram coletadas 40 amostras de 31 lugares diferentes em Wuhan, na China
Olhar Digital
por  Olhar Digital
27/04/2020 22:38 – atualizado há 12 segundos
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O novo coronavírus, causador da Covid-19, pode permanecer no ar por tempo indeterminado em ambientes abertos e no interior de prédios. A descoberta foi publicada na revista Nature.

Partículas em suspensão do Sars-CoV-2, em aerossol, foram detectadas no monitoramento ambiental de dois hospitais de tratamento de Covid-19 e de áreas públicas vizinhas a eles em Wuhan - na China - epicentro original da doença.

No entanto, os cientistas chineses que realizaram a pesquisa, não puderam ainda determinar o potencial de infecção do vírus em suspensão no ar. Os pesquisadores destacaram que o número de amostras analisado ainda é bem pequeno, mas a descoberta é importante pois reforça a necessidade de evitar multidões, manter a boa ventilação, realizar desinfecção cuidadosa de todos os ambientes e usar máscaras sempre que sair de casa.

O estudo foi realizado pela equipe de Ke Lan, da Universidade de Wuhan. Eles coletaram 40 amostras de 31 lugares.

Já está claro e comprovado que o novo coronavírus pode ser transmitido através do contato próximo com uma pessoa infectada, por meio da inalação de gotículas liberadas pela respiração ou a fala de pessoas com o vírus, e por meio do contato com superfícies contaminadas. Ainda há dúvidas sobre o potencial de contágio do vírus em suspensão no ar.

Os pesquisadores identificaram amostras com o novo coronavírus dentro e fora de dois hospitais dedicados ao tratamento de pacientes diagnosticados com Covid-19 em fevereiro e março. Um deles era um hospital de campanha em Wuhan.

Os especialistas apontaram que as concentrações de vírus caíram consideravelmente depois que o rigor e a frequência de desinfecção desses lugares aumentou.

O Sars-CoV-2 também foi encontrado em suspensão no ar nas imediações de prédios e mercados próximos aos hospitais, porém, em concentrações bem menores. O próximo passo dos cientistas será avaliar o potencial de infecção do novo coronavírus em aerossol e determinar por quanto tempo ele permanece infeccioso em tais condições.

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