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RS preocupa pela maior faixa etária, aponta Mandetta
A declaração foi dada em entrevista coletiva nesta sexta-feira, em Brasília. “Sábado e domingo vai ser um grande teste de maturidade para a população”, disse.
Correio do Povo
por  Correio do Povo
20/03/2020 22:41 – atualizado há 50 segundos
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O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, alertou que o Rio Grande do Sul é um dos estados que mais preocupa em relação ao novo coronavírus por causa da grande concentração de idosos, com uma faixa etária de 75 anos. A declaração foi dada em entrevista coletiva nesta sexta-feira, em Brasília. Na oportunidade, o ministro citou o estado gaúcho para exemplificar que o governo federal não tem um plano único para conter o Covid-19 no país, mas que trabalha de forma particular respeitando as especificidades de cada estado.

TV Brasil / Divulgação / CP

Segundo Mandetta, apesar de "estarmos todos no mesmo barco", é impossível ter uma "receita de bolo" única para gerenciar a pandemia. Tanto o ministro, como o presidente Bolsonaro, criticaram decisões isoladas de alguns estados, como o fechamento das fronteiras interestaduais. A atitude, segundo Mandetta, prejudica o estado vizinho que precisa ter acesso a medicamentos e máscaras, por exemplo. Já Bolsonaro, foi mais enfático em seu apontamento: "Só faltam declarar independência". Conforme o ministro, medidas que restringem a circulação de pessoas precisam ser muito bem "pensadas e organizadas".

No Rio Grande do Sul, apenas nesta sexta-feira, dois casos de restrição local foram tomadas pelos governos municipais. Em Esteio, na região Metropolitana de Porto Alegre, pessoas acima dos 60 anos foram proibidas de circularem pela cidade. O decreto, assinado hoje, traz exceções para saídas em farmácias, bancos, postos de saúde e supermercados. Em Capão da Canoa, o prefeito Amauri Germano bloqueou dez das 13 entradas para a cidade. A medida tem como objetivo impedir a circulação de pessoas, em especial de turistas que visitam a cidade litorânea gaúcha.

A comparação entre a propagação do Covid-19 no Brasil e na Itália é um ato falho, segundo o ministro. Isso porque, apesar do sistema de saúde italiano ser “organizado”, o país mantém grande concentração de idosos. Após afirmar, na tarde de hoje, que o país entraria em "colapso" no final abril, Mandetta amenizou o discurso e afirmou que o Sistema Único de Saúde (SUS) tem capacidade para lidar com a pandemia no Brasil e, por isso, descarta qualquer tipo de “caos” na saúde. “Nós temos 46 mil equipes de saúde na família. Nós temos muita força”, apontou. Como diferencial no enfrentando ao Covid-19, Mandetta destacou que o Brasil está apostando na criação e ampliação de leitos, o que possibilita que o “sistema infla e cresça”.

O ministro apostou grande otimismo na conscientização do “seu papel” da população brasileira no enfrentamento do Covid-19. “Sábado e domingo vai ser um grande teste de maturidade para a população”, disse. Durante coletiva, Bolsonaro voltou a ressaltar que não possui nenhum "problema" com o governo chinês. Inclusive, que estaria em contato com o país para acordar a compra ou empréstimo de equipamentos. "Temos mútuos interesses", amenizou o presidente.

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