Receba as notícias mais importantes do dia no WhatsApp. Receba de graça as notícias mais importantes do dia no seu WhatsApp.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Por causa das águas-vivas, bombeiros gastam mais de 800 l de vinagre no Litoral
GZH
por  GZH
28/12/2019 21:39 – atualizado há 2 meses
Continua depois da publicidadePublicidade

O alto número de lesões por água-viva, no litoral gaúcho este ano, tem causado uma consequência curiosa: a utilização de quase todo o estoque de vinagre dos bombeiros. Em sete dias, foram gastos cerca de 840 litros em 210 guaritas do Litoral Norte - de um total de 1000 litros adquiridos no começo da temporada. A contagem é feita desde o dia 21 de dezembro.

O chefe de Operações e Defesa Civil do Corpo de Bombeiros, major Isandré Antunes.  diz que, todas as guaritas iniciaram a temporada contando com vinagre, o produto mais indicado para ser passado na pele após uma lesão. Como o número de casos já supera os 10 mil, o estoque foi, aos poucos, chegando ao final. Agora, está prevista uma nova compra para a manutenção dos atendimentos.

Em alguns casos, um borrifador com vinagre foi pendurado nas guaritas para atender aos banhistas. Quem não busca ajuda com os guarda-vidas acaba comprando por conta própria.

Número de casos é cinco vezes maior do que em 2018

Em apenas sete dias, foram registrados 10.822 casos de lesão por água-viva em todo o Litoral - os dados foram contabilizados entre os dias 21 e 27 de dezembro. O número é cinco vezes maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 1.929 casos.

A maior parte dos casos foi registrada no Litoral Norte. Os municípios com maior número de banhistas são os que registram maior número de lesões.

Variações das correntes marítimas e da temperatura da água são apontadas como motivos para a incidência das águas-vivas.

— Tivemos relatos de pessoas queimadas inclusive no rosto. É importante que as pessoas procurem atendimento médico em casos mais graves, mesmo após colocar vinagre. Cada pessoa reage de um jeito.

Bandeiras roxas colocadas na beira da praia indicam que já houve casos de lesões por água-viva naquele local. A orientação, caso o banhista seja atingido, é sair imediatamente do mar e lavar a lesão com água do mar ou mineral — nunca água doce.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE