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Quase 40% dos mortos no trânsito do RS tinham álcool no sangue, diz pesquisa
A pesquisa foi realizada pelo Detran, em parceria com o IGP, fez um diagnóstico sobre a influência do álcool em acidentes de trânsito.
Correio do Povo
por  Correio do Povo
19/12/2019 08:52 – atualizado há 2 meses
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Uma pesquisa feita pelo Detran, em parceria com o Instituto Geral de Perícias (IGP), fez um diagnóstico sobre a influência do álcool em acidentes de trânsito. O cruzamento das informações das vítimas periciadas em 2018 detectou que 38,3% dos mortos no trânsito apresentava álcool no sangue.

Outros números são ainda mais preocupantes. Para condutores que morreram nas madrugadas de domingo, esse índice sobe para 94,7%. A amostra totalizou 1.047 vítimas, ou 62,7% dos mortos no período.

Entre os motoristas mortos em acidentes de trânsito, 41,3% apresentavam algum grau de álcool no sangue. Alguns dados surpreendem, como a presença de álcool no sangue de 45,9% dos pedestres vítimas de acidentes. O percentual de ciclistas mortos com álcool no sangue também chama a atenção: 42,1%.

Período e gênero

Os testes positivos para alcoolemia, conforme a pesquisa, são maiores durante a madrugada (64,6%) e à noite (48,6%). O álcool também está mais presente nas vítimas que morrem aos domingos (59,7%) e aos sábados (46,7%).

A pesquisa também mostrou que, de um total de 855 homens que morreram no trânsito e que foram testados para alcoolemia, 359 apresentaram resultados positivos (42%). Já entre as 192 mulheres, 42 tinham bebido (21%).

Os mais jovens e os mais velhos representam os menores percentuais entre as vítimas testadas. Das vítimas com até 24 anos, 36,6% estavam alcoolizados no momento do acidente. Acima de 55, esse percentual foi de 26,9%.

Os próximos passos

A partir do próximo ano, o Detran vai visitar as regiões do RS Seguro com maiores índices de acidentalidade, e também as maiores cidades com elevado número de mortes por 100 mil habitantes para propor soluções. O Departamento apresentará dados estatísticos da região, tanto de alcoolemia, como pontos críticos, enfim, um diagnóstico completo para que se possa pensar intervenções eficientes.

A Escola Pública de Trânsito também, a partir dos dados estatísticos, irá propor intervenções na área de educação para o trânsito. A ideia é que, com esses esforços de estatística, a autarquia já leve algumas soluções em termos de educação e engenharia para melhorar a questão da acidentalidade nessas localidades.

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